O Distrito Federal já teve 12 prefeitos, nomeados pelo presidente da República entre 1960 e 1969, antes de a ditadura militar substituir o cargo por governador eleito. Os eleitores do DF escolhem o governador neste domingo (25), em 2º turno.
Por que o DF teve prefeitos, e não governador?
O Distrito Federal tem estrutura política híbrida: reúne competências que no resto do país ficam divididas entre estados e municípios. Por isso, a capital não é dividida em municípios, mas em regiões administrativas.
Quando o DF foi criado, em 1960, a escolha do chefe do Executivo local ficou com o presidente da República, com aval do Senado.
O primeiro prefeito foi Israel Pinheiro, responsável pela construção da capital à frente da Novacap, a companhia urbanizadora da nova capital.
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Segundo o historiador Robson Eleutério, especialista em história regional, o modelo buscava reforçar o papel de Brasília como centro de poder, num momento em que havia um movimento "antimudancista" contrário à transferência da capital do Rio de Janeiro.
Quando e por que isso mudou?
O cargo de prefeito do DF acabou em outubro de 1969, pela Emenda Constitucional nº 1, editada pela ditadura militar. O último prefeito foi Wadjô da Costa Gomide, que deixou o cargo naquele ano.
Segundo Robson Eleutério, a mudança para governador buscava dar uma aparência de caminho para o regime democrático, mesmo sob a ditadura.
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Desde então, o cargo eletivo de governador substituiu o de prefeito, e o DF manteve a estrutura híbrida: sem prefeitos nem vereadores, o Legislativo local é exercido por deputados distritais na Câmara Legislativa.
O que acontece agora
A governadora Celina Leão tenta a reeleição contra Leandro Grass neste 2º turno.
No DF, o voto para os dois cargos em disputa deve levar 41 segundos, segundo o TRE local. Quem ainda não conferiu o local de votação pode checar pelo aplicativo e-Título antes de sair de casa.































