A Anvisa proibiu a propaganda do Semavy, caneta emagrecedora nacional à base de semaglutida, em resolução publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União. A agência encontrou anúncios do medicamento em painéis do Aeroporto de Congonhas, no site do produto e em redes sociais.

A resolução RE nº 3.750, de 23 de setembro, se baseia na Lei 6.360/1976, que só permite anunciar ao público geral remédio vendido sem receita. "A propaganda de medicamentos com tarja vermelha ou preta é proibida no Brasil", afirmou a Anvisa.

O Semavy é produto de tarja vermelha, com retenção obrigatória de receita. Em nota, a Hypera Pharma, fabricante do medicamento, informou ter adotado "as medidas necessárias" e reafirmou seu "compromisso com o cumprimento rigoroso da legislação sanitária".

Relembre o caso

A Mantecorp, outra marca da Hypera Pharma, lançou a Semavy nas farmácias em 4 de setembro, por R$ 333 a caneta de 1 mg. Na época, a Anvisa já tinha registrado a Semavy e outras quatro marcas genéricas de semaglutida, em julho.

O preço das canetas emagrecedoras nacionais caiu desde então: os genéricos já derrubaram o valor em até 35% no Brasil.

Quando foi lançada, a Semavy já chegava como a opção mais barata entre as canetas nacionais de semaglutida, a R$ 333 a unidade de 1 mg, suficiente para até três meses de tratamento.

A proibição de agora é só sobre a propaganda, não sobre a venda. O medicamento segue registrado e disponível com prescrição médica nas farmácias. A Anvisa não determinou multa nem prazo para retirada dos anúncios no texto da resolução.

O caso reforça a fiscalização da Anvisa sobre emagrecedores do tipo GLP-1.

Em agosto, a agência já tinha proibido o produto "Ozempic Natural" e outros quatro, por falta de registro.