O Reino Unido tem "fortes indícios" de que o Irã participou de complô contra a RAF Fairford, base usada pelos EUA contra o Irã, disse nesta quarta (30) o premiê Andy Burnham. Cinco britânicos foram presos no domingo (27), suspeitos de terrorismo e explosivos.
Há fortes indícios de que o Irã teve participação no que aconteceu no fim de semana na RAF Fairford, mas, é claro, continua em andamento uma investigação policial complexa e séria.
Foi o que disse Burnham em entrevista à BBC.
Os cinco detidos, todos moradores de Londres, foram libertados sob fiança depois da prisão.
O Irã rejeitou a acusação na segunda-feira (28), antes mesmo da fala de Burnham. A embaixada iraniana em Londres chamou as suspeitas de "especulação infundada e de má-fé".
Por que a base virou alvo de suspeita
A base é usada por bombardeiros dos Estados Unidos desde fevereiro, quando começou a guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irã. A RAF Fairford fica a 160 km a oeste de Londres e abriga a 501st Combat Support Wing da força aérea americana.
Em setembro, o petróleo já havia disparado após Trump e o Irã trocarem ameaças na ONU, reflexo da mesma escalada que agora chega à base britânica.
O aviso já havia sido dado em julho: a Guarda Revolucionária iraniana avisou que consideraria alvo legítimo qualquer base usada para apoiar ataques contra o Irã. Nenhum portal brasileiro havia conectado esse aviso ao episódio de domingo até esta quarta-feira.
O que a investigação encontrou até agora
A polícia encontrou gasolina nas vans usadas pelos cinco detidos, mas nenhum artefato explosivo improvisado, segundo boletim divulgado na terça-feira (29). A apuração também investiga se houve intermediários agindo a mando de um governo estrangeiro.
Trump disse que o grupo planejava causar "grandes danos". O secretário de Estado Marco Rubio apontou o envolvimento de "um ator estrangeiro". A tensão aparece também no petróleo: o Irã havia ameaçado bloquear o fornecimento do Golfo.
A declaração de Trump chega dias depois de ele prometer retomar os bombardeios ao Irã após a eleição nos EUA, caso a trégua não avance.
O que acontece agora
Os cinco detidos seguem soltos sob fiança enquanto a investigação antiterrorismo continua. Burnham afirmou que o Reino Unido trabalha em colaboração direta com os Estados Unidos no caso, e novos detalhes devem ser divulgados à medida que a apuração avança.






























