Um levantamento que reúne pesquisas da Quaest em 26 estados, divulgado neste domingo (27), mostra o Brasil dividido: Lula lidera em 10 estados, Flávio Bolsonaro em 8, e outros 9 estão empatados a uma semana do 1º turno, segundo o cientista político Felipe Nunes.
Entre os empatados estão São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A análise soma às pesquisas estaduais da Quaest um levantamento do Datafolha no Piauí.
Lula aparece à frente em todo o Nordeste e no Amapá. Flávio lidera no Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Rondônia e Roraima.
A pesquisa Genial/Quaest da mesma leva ouviu 2.004 pessoas entre 17 e 20 de setembro, a pedido da Globo. A margem de erro é de 2 pontos, com registro BR-06004/2026 no TSE.
O voto por estado hoje se parece com o de 2022. A correlação é de 0,98 entre o voto em Lula e seu resultado em cada estado em 2022, e de 0,95 para Flávio, ante o voto em Jair Bolsonaro.
Onde Lula mais cresce em relação a 2022 é onde já era forte: Maranhão sobe 7 pontos, Bahia 6, Paraíba e Sergipe 4.
Fora do Nordeste, a variação é pequena: vai de -3, em Goiás e Tocantins, a +3, no Distrito Federal. A exceção é o Amapá, que também sobe 6 pontos.
O retrato conversa com a pesquisa Datafolha do mesmo dia, que põe Lula com 40% e Flávio com 36% no 1º turno. O empate já se desenhava desde o início do mês, quando outro levantamento Quaest mostrou empate no 2º turno.
A fatia do eleitorado que ainda pode mudar de voto varia de 24% a 36% conforme o estado, com picos no Rio de Janeiro (36%) e no Amazonas (35%).
Esse eleitor independente está concentrado no Centro-Sul do país.
É nesse bloco de eleitores ainda não decididos, mais numeroso no Centro-Sul, que o resultado apertado da eleição deve se definir.
O ponto em aberto
A pergunta que a semana final de campanha ainda não respondeu é para que lado pende o eleitor independente do Centro-Sul, região onde a distância entre os dois lados é menor do que no resto do país.
Enquanto isso, outros presidenciáveis, como Zema, Caiado e Renan Santos, já sinalizam a quem apoiariam num eventual 2º turno, e institutos diferentes ainda discordam sobre quem lidera a corrida ao Planalto.































