As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 60,1% em setembro, para US$ 6,95 bilhões, enquanto as vendas para a Argentina caíram 25,2%, para US$ 1,36 bilhão. Os números são da balança comercial de setembro, divulgada nesta terça (6) pela Secex, do MDIC.

Como ficou o saldo com cada parceiro

O saldo muda quando se olham as importações: o Brasil comprou 8,7% menos da União Europeia e 5,7% mais da Argentina em setembro. O resultado deixa um superávit de US$ 2,89 bilhões com o bloco europeu, ante US$ 50 milhões com o país vizinho.

No acumulado de janeiro a setembro, as vendas à UE somam US$ 44,15 bilhões, alta de 20% sobre igual período de 2025.

Para a Argentina, o quadro já vinha se invertendo: as exportações caíram 18,5% no ano, a US$ 11,58 bilhões. Ainda assim, o superávit acumulado com o país soma US$ 1,63 bilhão.

Um levantamento de setembro já mostrava a Argentina comprando menos do Brasil, mesmo com o PIB do país vizinho em alta.

O resultado positivo também apareceu no total do mês.

O Brasil fechou setembro com superávit de US$ 7,74 bilhões, 146,4% acima do mesmo mês de 2025, segundo a Secex. No acumulado do ano, o saldo positivo soma US$ 62,40 bilhões, alta de 34,8%.

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O avanço com a União Europeia reforça o peso do bloco como parceiro comercial do Brasil, enquanto a retração nas vendas à Argentina reduz o espaço do principal sócio do Mercosul na pauta de exportação do país.

Meta de superávit cai para US$ 84,4 bilhões

A meta de superávit comercial para 2026 caiu. O MDIC revisou a projeção nesta terça-feira (6), de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões, mesmo dia em que a balança de setembro confirmou o superávit acumulado de US$ 62,40 bilhões.

O setor extrativo liderou o avanço das exportações no mês, com alta de 39,8% e US$ 9,44 bilhões em vendas. A indústria de transformação cresceu 5,3%, para US$ 17,67 bilhões, e o agronegócio avançou 4,8%, somando US$ 7 bilhões em setembro.

Os mesmos dados da Secex mostraram, em levantamento publicado nesta terça, que as exportações aos Estados Unidos subiram 32% no mês.

China, UE, EUA e Argentina seguem concentrando a maior fatia das vendas externas do país. Em agosto, o acumulado do ano já testava a meta de US$ 90 bilhões hoje revisada para baixo.