A confiança do consumidor nos Estados Unidos caiu para o nível mais baixo em quatro meses em setembro, segundo pesquisa da Universidade de Michigan divulgada nesta sexta-feira (25). O motivo é o medo de que a inflação corroa o poder de compra das famílias.
O Índice de Confiança do Consumidor fechou em 48,1 pontos, ante 51,7 em agosto. Ainda assim, o número veio acima da leitura preliminar de 47,8 e da previsão de analistas ouvidos pela Reuters, de 47,6.
O que mais pesou na queda?
As percepções dos consumidores sobre a própria situação financeira e sobre o próximo ano pioraram cerca de 10% cada. A expectativa de inflação para os próximos 12 meses subiu de 4,0% para 4,6% em um mês.
"De modo geral, as entrevistas revelam um amplo consenso em todo o espectro político de que as perspectivas para a economia enfraqueceram desde o início do ano", disse Joanne Hsu, diretora da pesquisa. O índice está 15% abaixo do nível registrado em janeiro.
O pessimismo atravessa os dois lados
A queda de humor não poupou nenhum partido. "O otimismo dos republicanos está agora 20% abaixo do nível de janeiro de 2026. Entre os democratas, a queda foi de 13% no mesmo período", completou Hsu.
É um dado incomum. O eleitorado do presidente costuma ficar mais otimista com a própria economia, não menos, mas aqui os republicanos pioraram mais que os democratas.
No mesmo dia, o mercado brasileiro também operava sob cautela. O IPCA-15 veio acima do esperado, pressionando o Ibovespa, enquanto o Fed sinalizava a trajetória de juros nos EUA.
O ponto em aberto
O contraste chama atenção. Enquanto o consumidor americano piora, a confiança do brasileiro mais pobre subiu em setembro, segundo a FGV. Ainda não está claro se a piora nos EUA é passageira ou o início de um ciclo mais longo.
A resposta depende de como o Federal Reserve vai equilibrar duas pressões que crescem ao mesmo tempo: a inflação que preocupa o consumidor e o desânimo que já aparece nos dois lados do espectro político americano.





























