A Arábia Saudita interceptou seis mísseis balísticos disparados pelos houthis do Iêmen nesta quinta-feira, com alvo nas regiões de Taif e Yanbu. A coalizão liderada pelos sauditas informou o ataque e não confirmou danos ou vítimas até a publicação desta matéria.
O porta-voz da coalizão, Turki Al Malki, disse que os sistemas de defesa aérea frustraram o ataque. Taif abriga uma base aérea militar saudita, e Yanbu é o polo que o reino usa para escoar petróleo quando o Estreito de Ormuz está fechado.
A defesa civil saudita emitiu alertas de emergência para Jidá, Meca, Taif, Tabuk e Yanbu. Foi a primeira vez que Tabuk recebeu um alerta durante a escalada deste mês entre o reino e os houthis.
A província fica no noroeste do país, perto da fronteira com a Jordânia.
O ataque a Yanbu ocorreu horas depois de o oleoduto Leste-Oeste reiniciar operações. Ele estava fechado desde 11 de setembro, após bombardeios com drones que Riad atribuiu a milícias iraquianas.
O porto é a rota alternativa da Arábia Saudita para escoar petróleo quando o Estreito de Ormuz é bloqueado, e voltou a ficar sob ameaça direta horas depois de reabrir.
"Qualquer escalada e violações por parte da milícia terrorista houthi serão enfrentadas com firmeza", afirmou a coalizão, em comunicado divulgado pouco depois dos ataques.
O que está por trás da escalada
Os houthis intensificaram os ataques ao reino depois de declarar um bloqueio naval em julho, abrindo uma segunda frente na guerra entre Estados Unidos e Irã. O grupo também tomou toda a costa oeste do Iêmen nas últimas duas semanas.
O avanço levou o grupo às margens do Estreito de Bab al-Mandeb, via de entrada do Mar Vermelho já sob controle houthi.
Antes do ataque a Taif e Yanbu, forças do governo iemenita apoiado por Riad já haviam repelido uma ofensiva houthi contra uma rota que leva a Áden. A cidade portuária é onde está sediado o governo do Iêmen reconhecido internacionalmente.
A Arábia Saudita é a maior exportadora de petróleo do mundo. As rotas de escoamento vinham de um período de recuperação, e o Estreito de Ormuz chegou a registrar o maior fluxo de petróleo em seis meses pouco antes desta escalada no Mar Vermelho.
A ameaça às duas rotas ao mesmo tempo já elevou o petróleo e pressiona o diesel no Brasil, com o barril negociado acima de US$ 109.





























