O Conselho da Justiça Federal liberou cerca de R$ 2,7 bilhões em atrasados do INSS para aposentados, pensionistas e segurados que venceram ações judiciais. O pagamento contempla 173,8 mil pessoas e 126,4 mil processos, segundo a Folha, no lote de agosto.

A data exata depende do TRF de cada caso.

O dinheiro sai por meio de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), usadas para dívidas judiciais de até 60 salários mínimos. Em 2026, a Folha informa que esse teto equivale a R$ 97.260.

Na prática, o lote não funciona como o calendário mensal de aposentadoria. O CJF libera o limite financeiro aos Tribunais Regionais Federais, e cada TRF define quando o depósito ficará disponível, conforme seu próprio cronograma.

O G1 informa que a liberação total chega a R$ 3,22 bilhões quando entram outros processos contra órgãos federais. Desse total, R$ 2,68 bilhões são de ações relacionadas ao INSS e a benefícios assistenciais.

Essa diferença mostra o peso da fila previdenciária dentro da Justiça Federal. Segundo o G1, as causas do INSS representam 57,8% das RPVs liberadas, mas concentram aproximadamente 83,2% do dinheiro do lote.

Valores liberados em RPVs do CJF — conferido em 21/09/2026
RecorteValorBeneficiáriosProcessos
INSS e assistenciaisR$ 2,68 bi a R$ 2,7 bi173,8 mil segurados126,4 mil
Total de RPVsR$ 3,22 bi278.063 pessoas218.651

Os números variam por arredondamento entre os veículos, mas apontam a mesma ordem de grandeza. O lote é dominado por revisão ou concessão de aposentadorias, pensões, auxílios e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Quem recebe os atrasados do INSS?

Quem recebe os atrasados do INSS é o segurado que venceu ação judicial contra o órgão e teve a RPV incluída no lote de agosto. O G1 reforça que não basta ter pedido negado pelo INSS; é preciso haver decisão favorável e ordem de pagamento.

O Metrópoles informa que entram casos de concessão ou revisão de benefício, como aposentadoria, pensão, auxílio e BPC. O pagamento cobre valores retroativos que o governo deixou de pagar ou pagou a menor, depois reconhecidos pela Justiça.

Como consultar o pagamento?

Como consultar o pagamento depende do Tribunal Regional Federal responsável pelo processo. Segundo a Folha, o segurado deve conferir o site do TRF ou falar com o advogado, procurando campos como "Valor inscrito na proposta" e o status do depósito.

O G1 informa que o dinheiro é depositado em conta específica aberta no Banco do Brasil ou na Caixa, não necessariamente na conta bancária usada pelo beneficiário. Depois da liberação pelo tribunal, o saque exige acompanhar o banco indicado e os documentos pedidos.

O ponto em aberto

A liberação é dinheiro reconhecido pela Justiça, não benefício novo. O ponto sensível é a distância entre a notícia do lote bilionário e o dia em que cada segurado consegue sacar.

Sem consultar o TRF, o número nacional não resolve a dúvida de quem espera o pagamento.