A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (23) mostra Professora Dorinha (União) com 42% das intenções de voto ao governo do Tocantins, ante 29% de Vicentinho Júnior (PSDB), na disputa que termina em 4 de outubro. Os indecisos caíram de 16% para 9% num mês.

A pesquisa foi encomendada pela TV Anhanguera e ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre 19 e 22 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE é TO-00371/2026 e BR-00781/2026.

Atrás dos dois primeiros colocados aparecem Laurez Moreira (PSD), com 7%, e Siqueira Campos Jr. (Democrata), com 6%. Ele só entrou na disputa depois que a Justiça Eleitoral barrou a candidatura do Subtenente Luiz Carlos por falta de certidões exigidas.

Por que os indecisos sumiram tão rápido

A fatia de eleitores que considera a escolha definitiva saltou de 54% para 68% em um mês, enquanto quem ainda pode mudar de voto caiu de 45% para 31%.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são citados aos entrevistados, os indecisos também recuaram, de 68% para 51%.

Dorinha atribuiu o próprio crescimento ao contato direto com eleitores pelo interior do estado: "É o que tenho visto", disse a candidata sobre o efeito da campanha nas ruas.

Um retrato complementar aparece fora da pesquisa: no Instagram, Vicentinho tem 130.193 seguidores contra 101.282 de Dorinha, mas ela ganhou 2.827 novos seguidores no período analisado, contra 857 dele.

A base de Vicentinho é maior, mas a de Dorinha cresce mais rápido, o que ajuda a explicar por que o movimento na pesquisa apareceu justamente agora.

O que os cenários de 2º turno mostram

Em simulação de segundo turno, Dorinha venceria Vicentinho por 50% a 36%, ante 46% a 38% na rodada anterior. Contra Laurez Moreira, a vantagem seria de 65% a 19%. Já Vicentinho bateria Laurez por 60% a 20%, caso os dois se enfrentassem.

O ponto em aberto

A pesquisa aponta um eleitorado cada vez mais definido a menos de duas semanas da votação. A soma dos dois primeiros colocados subiu de 65% para 71% em um mês.

Fica em aberto se essa consolidação em torno dos nomes mais citados se mantém até 4 de outubro, ou se os 9% de indecisos ainda pesam no resultado final.