São Paulo chegou a 40 casos confirmados de sarampo em 2026, 20 vezes mais que os 2 registrados em todo o ano de 2025. O novo balanço, divulgado pelo CVE-SP nesta terça-feira (28/9), soma três casos novos, todos da capital paulista.
Os novos pacientes são dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano. Os casos integram cadeias de transmissão já identificadas desde junho.
Das quatro cadeias de transmissão identificadas em 2026, três seguem sob acompanhamento das equipes estaduais e municipais. Só a primeira, de março e abril, já foi encerrada.
Para uma cadeia ser considerada encerrada, é preciso completar 90 dias sem novo caso, contados desde as manchas do último paciente confirmado. A capital concentra 36 dos 40 casos. São Bernardo do Campo tem dois; Guarulhos e Santo André têm um cada.
O estado já somava 30 casos no início de setembro, também com maioria dos pacientes sem vacinação completa. Durante a Campanha de Multivacinação do mesmo mês, mais de 2,5 milhões de doses contra o sarampo foram aplicadas no estado.
São Paulo não é o único ponto de atenção. O Amazonas confirmou casos de sarampo vindos da fronteira com o Peru em setembro. O Ministério da Saúde chegou a ampliar a dose zero para bebês em outros estados, diante do risco de reintrodução do vírus.
Nenhum dos 40 pacientes morreu.
Quem deve tomar a vacina tríplice viral?
Devem se vacinar contra o sarampo todas as pessoas de 0 a 59 anos que ainda não completaram o esquema de duas doses da vacina tríplice viral, segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo.
- Crianças de 12 meses: primeira dose da tríplice viral
- Crianças de 15 meses: segunda dose
- Pessoas de 15 meses a 29 anos: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias
- Pessoas de 30 a 59 anos: ao menos uma dose
- Trabalhadores da saúde: duas doses, independentemente da idade
O que acontece agora
As equipes de vigilância seguem monitorando as cadeias de transmissão ainda ativas, identificadas em junho, julho e agosto, até completarem 90 dias sem novo caso. O surto em SP já colocou outros estados em alerta sobre cobertura vacinal.






























