A Polícia Federal esteve nesta quinta-feira (24) no Parque São Jorge, sede social do Corinthians, para checar a documentação da empresa que faz a segurança do local. Segundo o clube, os agentes constataram que a situação estava regularizada e deixaram o endereço na sequência.
Em nota ao Metrópoles, a PF classificou a ação como "uma atividade de rotina" da delegacia que cuida de segurança privada. O Corinthians afirmou que a fiscalização não tem relação com a denúncia recente do Ministério Público contra o presidente Osmar Stabile.
O que é o caso Stabile
O promotor Cássio Conserino denunciou Stabile por apropriação indébita. Segundo a denúncia, o Corinthians pagou R$ 721 mil, entre julho de 2025 e agosto de 2026, à empresa Bear Security, que fez a segurança pessoal do presidente e, possivelmente, de familiares.
A Bear Security não tem registro na PF para atuar como empresa de segurança privada, segundo a denúncia. O Ministério Público já investigava Stabile pela contratação da empresa desde junho.
O promotor enviou ofício à PF pedindo a abertura de um inquérito federal sobre o caso.
Stabile alegou que a contratação da segurança pessoal se deu "em razão do cargo", diante de ameaças que recebeu. O Corinthians, em nota, disse que a medida buscou proteger a integridade do presidente e de seus familiares.
A CBF chegou a repudiar as ameaças recebidas pelo presidente do clube em agosto, após a renovação de Memphis Depay.
A distinção feita pelo clube separa a rotina administrativa de hoje da disputa judicial em torno da segurança pessoal do presidente.
É o segundo dirigente do Corinthians a virar alvo do MP em 2026: o vice-presidente Armando Mendonça também responde a processo por irregularidades com materiais da Nike.
O que acontece agora
O inquérito pedido pelo Ministério Público ainda não tem prazo de conclusão definido pela Polícia Federal.





























