O Vasco da Gama recebeu nesta segunda-feira (28) a terceira negativa do Consórcio Maracanã em 2026 para mandar uma partida no estádio. Desta vez, o veto é para o duelo com o Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana, marcado para 20 de outubro.
O consórcio, administrado por Flamengo e Fluminense, alega o desgaste do gramado pela grande quantidade de partidas. Os outros dois pedidos negados neste ano foram para os jogos contra Vitória e Palmeiras, pela Copa do Brasil.
Diante do impasse, a direção cruzmaltina negocia diretamente com a Conmebol e com o próprio Boca Juniors a possibilidade de realizar o duelo em São Januário, seu estádio. O clube busca implementar melhorias estruturais que não alterem a base do local.
A tendência, porém, é que São Januário também seja vetado. Segundo a Conmebol, o estádio não tem a capacidade mínima de 30 mil torcedores exigida para jogos internacionais de grande porte, além de não atender ao espaço mínimo destinado à torcida visitante.
Qual é a alternativa se os dois estádios forem vetados?
Sem o Maracanã e com a iminente negativa para São Januário, a principal opção na capital fluminense é o Nilton Santos. A diretoria do Botafogo, responsável pela administração do estádio, já deu aval para a partida ali.
O Boca Juniors, no entanto, se posiciona contra o Nilton Santos: a direção do time argentino não quer disputar o jogo em gramado sintético, o que trava mais uma frente da negociação.
O presidente do Vasco, Pedrinho, mantém diálogo direto com o mandatário do Boca Juniors, Juan Román Riquelme, em busca de uma solução para o impasse.
"Contra o Boca Juniors a minha preferência sempre foi São Januário, mas temos que respeitar o regulamento da Conmebol", afirmou Pedrinho.
O dirigente revelou que enviou um ofício ao Consórcio Maracanã com prazo de 48 horas para resposta, encerrado sem retorno. Segundo Pedrinho, o silêncio já sinaliza que o consórcio não pretende liberar o estádio para o Vasco.
O clube não descarta recorrer à Justiça, mas há resistência interna: parte da diretoria prefere concentrar esforços na disputa por São Januário, que o clube entende ter direito de usar por acordo já existente.
O que acontece agora
A Conmebol exige que a arena esteja definida até 10 dias antes do jogo, ou seja, até o início de outubro. A ida da semifinal acontece na Bombonera, em Buenos Aires, no dia 13.
A vaga na final fica definida no confronto do Rio de Janeiro. O Vasco chegou a esta fase depois de eliminar o Santa Fé nos pênaltis, após empate sem gols na ida.
O impasse pelo estádio se soma a outro imbróglio recente do Vasco com São Januário na mesma competição, que já vinha sendo negociado com a Conmebol.





























