A Defensoria Pública de Minas Gerais ajuizou ação civil pública contra uma clínica de cirurgia plástica e nutrologia de Belo Horizonte. Segundo a petição inicial do órgão, a ação busca responsabilizar a clínica por supostas irregularidades na prestação de serviços médicos, com alegação de riscos à saúde pública decorrentes de problemas sanitários que teriam sido observados entre 2017 e 2024. Os pontos descritos a seguir são alegações da Defensoria e ainda não foram apreciados pelo Judiciário.
De acordo com a Defensoria, relatos de pacientes indicariam que a clínica incentivava a realização de múltiplos procedimentos em uma única sessão, o que aumentaria o tempo de operação e, consequentemente, os riscos de complicações. A oferta de "pacotes cirúrgicos" a preços reduzidos é citada na ação como fator de convencimento dos pacientes.
Entre os pedidos, a Defensoria solicita a suspensão do médico responsável até o julgamento final e sua substituição na função de diretor técnico, além da apresentação de documentos médicos e prontuários. A ação pede ainda indenização mínima de R$ 800 mil por danos morais coletivos ao Fundo Municipal de Saúde de Belo Horizonte e indenizações individuais por danos materiais e estéticos.
A petição também sustenta que a clínica teria operado sem alvará sanitário em determinados períodos e aponta supostas falhas identificadas em fiscalizações sanitárias, como ausência de manuais técnicos, de registros de manutenção e condições inadequadas de higiene. Nenhum desses pontos foi objeto de decisão judicial até o momento.
Em nota enviada à reportagem, a clínica afirma que não houve intercorrência clínica no procedimento que originou a apuração, que o óbito ocorreu cerca de três meses após a cirurgia e que não há indiciamento nem condenação criminal sobre o caso. A clínica declara ainda permanecer à disposição das autoridades para esclarecimentos.
Atualização em 22 de julho de 2026: esta reportagem foi editada para explicitar que os fatos narrados constituem alegações apresentadas pela Defensoria Pública em ação judicial ainda não julgada, para incluir a manifestação da clínica e para remover a identificação nominal das partes envolvidas.


























