O ex-governador Wilson Witzel (Democrata) abriu mão neste sábado (1º) da pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro e anunciou apoio a Anthony Garotinho (Republicanos). O objetivo agora, disse ele, é "construir um projeto junto com o Republicanos tendo Garotinho como governador".

Witzel afirmou que não será candidato a vice-governador, mas declarou que o Democrata — antigo PMB — pode indicar o nome para a vaga caso não haja reversão do quadro. Ele havia lançado a pré-candidatura em 8 de julho, depois de recuperar os direitos políticos na sequência do impeachment de 2021.

O cálculo da direita fluminense

Ao justificar a desistência, o ex-governador citou o risco eleitoral de "três, quatro candidatos da direita fragmentados" e afirmou que seu partido "não tem acesso a fundo partidário". Sobre a aproximação com Garotinho, disse: "Nós fomos injustiçados. Temos uma história de injustiça."

Pelo desenho da aliança, a frente tenta superar o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), na disputa por uma vaga no segundo turno. O provável adversário nessa etapa seria o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD). Na direção oposta, a Democracia Cristã deixou o palanque de Garotinho para apoiar Paes.

Esta é a primeira disputa eleitoral de Witzel desde o impeachment que o afastou do Palácio Guanabara. Ele foi afastado do cargo em 2020, em processo motivado por irregularidades apontadas em contratos da área de saúde durante a pandemia, e perdeu o mandato em 2021. Na época, seu vice era Cláudio Castro, e Douglas Ruas — hoje um dos concorrentes que a nova aliança quer superar — era secretário daquele governo.