O setor de serviços do Brasil registrou em julho a primeira contração em nove meses, com o PMI caindo de 51,3 para 49,7 pontos, segundo a S&P Global. A indústria também recuou, de 50,8 para 47,5 pontos, no pior nível desde fevereiro, e o PMI Composto caiu de 50,7 para 48,8.

Segundo as empresas ouvidas pela pesquisa, pesaram o adiamento de projetos, a pressão inflacionária e a retração da demanda. Na indústria, os novos pedidos tiveram a queda mais forte em mais de três anos, principal motor da desaceleração.

Por que a atividade caiu em julho?

Pollyanna de Lima, diretora associada de economia da S&P Global, afirmou que a proteção que o setor de serviços vinha oferecendo contra a fraqueza da indústria ao longo de 2026 desapareceu em julho, levando o setor privado brasileiro de volta à contração. Segundo ela, o aumento dos preços continuou sendo um dos maiores problemas para as empresas, e há risco de contágio: como as fábricas são grandes clientes de transporte, logística, armazenagem e serviços empresariais, a fraqueza industrial pode se espalhar para essas áreas se a produção continuar caindo.

O que isso muda no dia a dia da economia?

Lima também apontou tarifas dos Estados Unidos e conflitos no Oriente Médio como riscos adicionais à frente. Apesar da piora na atividade de julho, a confiança dos negócios no setor de serviços melhorou no mês, segundo a pesquisa.