O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou neste sábado (8) o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio o visitem neste domingo (9), Dia dos Pais. Moraes citou a suspensão de visitas por 30 dias, decretada após Bolsonaro violar a proibição de usar redes sociais por meio de terceiros.
Por que as visitas foram suspensas
A suspensão havia sido determinada depois que o senador eleito Flávio Bolsonaro leu, em uma transmissão pela internet, uma carta manuscrita do ex-presidente, posteriormente divulgada nas redes sociais. Para Moraes, o episódio violou a proibição imposta a Bolsonaro de usar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros" e caracterizou desvio de finalidade do direito de visita. A suspensão para Flávio é de 90 dias; para os demais filhos, de 30 dias — período que ainda não havia terminado.
O que dizia o pedido da defesa
Os advogados de Bolsonaro pediram, "em caráter absolutamente excepcional", a liberação das visitas de Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro na tarde de domingo. Segundo a defesa, "o pedido ostenta caráter estritamente humanitário e familiar" e a celebração do Dia dos Pais "permite preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos". Os advogados também argumentaram que as visitas não comprometeriam "o regular cumprimento da pena ou das cautelares impostas". O pedido não incluía Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos.














