A Conmebol reforçou apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, em comunicado divulgado nesta sexta-feira (7), e se distanciou da posição da Uefa, que pressiona pela saída dele do cargo. A crise começou com uma proposta de vender participação da Copa do Mundo a investidores privados, já abandonada por Infantino.
Em declaração feita pelo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, em Cali, na Colômbia, a entidade sul-americana afirmou "preocupação com movimentos que tentam provocar a saída de Infantino" e defendeu "respeito ao processo eleitoral previsto para o próximo ano". Paraguai, Argentina, Equador e Venezuela enviaram cartas de apoio direto a Infantino; Uruguai e Chile reproduziram o manifesto da Conmebol.
O que motivou a crise na Fifa?
Infantino havia proposto a criação da Fifa Forward Enterprise, subsidiária comercial que reuniria os direitos da Copa do Mundo e do Mundial de Clubes e poderia levantar US$ 4,2 bilhões vendendo 20% de participação a investidores liderados pela gestora Thrive Capital, avaliando a empresa em US$ 20 bilhões.
A Uefa reagiu afirmando que nenhuma de suas seleções disputaria competição da Fifa enquanto a proposta estivesse de pé. A Confederação Asiática (AFC) e a Concacaf também condenaram o plano. A presidente da federação norueguesa, Lise Klaveness, declarou que "não há mais confiança em Infantino agora" e que "não há volta" para ele. Diante da repercussão, Infantino anunciou o abandono do plano.
Como fica a relação entre as confederações agora?
Desgastada. A relação entre Uefa e Conmebol piorou ainda mais com o cancelamento da Finalíssima, partida que reuniria os campeões da Copa América e da Eurocopa, Argentina e Espanha. A Fifa realiza eleição para a presidência em 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos; o prazo para candidaturas termina em 18 de novembro deste ano.














