Flávio Bolsonaro (PL) perdeu dois aliados na disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro, seu principal reduto eleitoral: o ex-governador Cláudio Castro desistiu após ser alvo de duas operações da Polícia Federal, e Márcio Canella abandonou a corrida quando a federação União Brasil-PP retirou apoio à candidatura do PL ao governo do estado.
O palanque de Flávio no Rio, que tem 13,5 milhões de eleitores, inicialmente reunia Douglas Ruas (PL) para o governo, além de Castro e Canella disputando as duas vagas ao Senado.
Duas operações da PF tiraram Castro da disputa
Cláudio Castro desistiu de concorrer ao Senado depois de ser alvo de duas operações da Polícia Federal. A primeira investigou um suposto esquema de fraudes fiscais, evasão de recursos públicos e favorecimento ilegal ao Grupo Refit, apontado como um dos maiores devedores de impostos do país. A segunda apurou aportes de recursos públicos do Rio de Janeiro ao conglomerado de Daniel Vorcaro.
Márcio Canella, por sua vez, desistiu de disputar o Senado para tentar novamente uma vaga de deputado estadual, cargo que já ocupou, depois que a federação União Brasil-PP retirou o apoio ao palanque do PL no Rio — a tendência é que a executiva estadual do União Brasil siga a posição de neutralidade adotada nacionalmente pelo partido. Em julho, Canella já havia sido alvo da Operação Unha e Carne, da PF, que mirou um esquema de lavagem de dinheiro em postos de gasolina — acusação que ele nega.
Com as duas baixas, o PL lançou uma chapa só de filiados ao próprio partido para o Senado no Rio: o senador Carlos Portinho e o deputado Carlos Jordy vão disputar as vagas. A vice na chapa de Douglas Ruas ficou com a vereadora de Niterói Fernanda Louback, também do PL.
O esvaziamento das alianças deixa o PL com menos da metade do tempo de TV do candidato apoiado pelo presidente Lula ao governo do estado, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que lidera as pesquisas no Rio e terá Benedita da Silva (PT) como candidata ao Senado.














