Minas Gerais registrou um aumento de 30,5% no número de desaparecimentos entre 2024 e 2025, passando de 6.970 para 9.123 casos, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Com esse crescimento, o estado lidera o ranking nacional, seguido por Maranhão e Piauí, que tiveram aumentos de 29,8% e 20,5%, respectivamente. Especialistas apontam que, ao contrário desses estados, Minas Gerais não enfrenta disputas territoriais intensas entre facções criminosas, o que torna o aumento ainda mais alarmante.
Embora o relatório não tenha identificado causas específicas para o aumento em Minas, ele destaca a necessidade de investigações mais amplas para compreender os fatores que podem estar contribuindo para esse fenômeno. As razões para os desaparecimentos são variadas e podem incluir conflitos familiares, problemas de saúde mental, acidentes, violência doméstica e tráfico de pessoas.
O impacto dos desaparecimentos é severo para as famílias, que convivem com a incerteza sobre o paradeiro dos entes queridos. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha destaca que essa situação afeta a saúde mental dos familiares e dificulta o processo de luto. Além disso, a falta de respostas adequadas por parte das autoridades pode agravar o sofrimento das famílias, que precisam de apoio psicológico e orientação jurídica.
No entanto, o número de pessoas localizadas também cresceu em Minas Gerais, com 6.643 registros em 2025, um aumento de 23,6% em relação ao ano anterior. A comunicação entre órgãos de segurança ainda enfrenta desafios, já que muitos registros permanecem ativos mesmo após a localização da pessoa. As autoridades têm enfatizado a importância de uma articulação integrada entre as forças de segurança para mapear vulnerabilidades regionais e prevenir novos casos de desaparecimento.




