O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (5), de 14,25% para 14% ao ano — a quarta queda consecutiva desde março. A decisão foi unânime e havia sido amplamente antecipada pelo mercado financeiro, que já operava com mais de 90% de probabilidade para esse cenário.

Segundo comunicado divulgado pelo Banco Central, o corte de 0,25 ponto é compatível com a convergência da inflação para a meta e favorece a "suavização das flutuações do nível de atividade econômica". O texto não sinaliza novos cortes de forma explícita, citando apenas "moderação gradual da atividade econômica" para os próximos meses.

O que muda no bolso do consumidor?

Juros mais baixos tendem a baratear o crédito ao consumidor, como financiamento imobiliário, parcelamento no cartão e empréstimos pessoais — efeito inverso ao registrado entre junho de 2025 e março de 2026, quando a Selic ficou em 15% ao ano, o maior patamar em cerca de 20 anos, encarecendo o acesso ao crédito em todo o país.

Por que o Copom age com cautela?

O comitê citou a indefinição sobre os conflitos no Oriente Médio, a incerteza da política monetária em economias avançadas e a volatilidade de ativos e commodities como riscos que pesaram na decisão. No campo doméstico, a inflação em medidas cheias segue acima do teto da meta, apesar de o IPCA-15 de julho ter avançado apenas 0,06%.