O técnico Lionel Scaloni disse nesta terça-feira (29) que quer continuar no comando da seleção argentina, mas admitiu que a renovação de contrato, que vence em 31 de dezembro, ainda não está fechada com a federação argentina de futebol (AFA).
"Há disposição de ambas as partes, mas começamos a conversar agora", afirmou, em coletiva na véspera do amistoso contra a Bolívia.
Por que a renovação de Scaloni ficou em dúvida?
A hesitação nasceu na pior notícia recente da sua gestão: a derrota para a Espanha na prorrogação da final da Copa do Mundo de 2026. "Após a final, eu disse que precisávamos reconsiderar seriamente se deveríamos continuar", disse Scaloni à CNN Brasil.
Com o resultado, a Argentina passou a dividir com a Alemanha o posto de seleção com mais vices da história da Copa: quatro, em 1930, 1990, 2014 e 2026.
É um contraste direto com o técnico campeão, Luis de la Fuente, que renovou com a Espanha até a Eurocopa de 2032 pouco depois do título.
O que os números da era Scaloni mostram?
Desde que assumiu a seleção, em setembro de 2018, Scaloni comandou a Argentina em 92 partidas antes da Copa de 2026, com 65 vitórias, 18 empates e 9 derrotas. No caminho, encadeou 36 jogos de invencibilidade, recorde do país.
Ganhou quatro títulos: Copa América 2021, Finalíssima 2022, a Copa do Mundo do Catar e a Copa América 2024. É mais taças do que ele teve como jogador profissional, o suficiente para virar o melhor técnico do mundo em 2022.
Lionel Messi, maior artilheiro da seleção, com 125 gols, se despede em jogo contra o Benin em 6 de outubro, no Monumental de Núñez. "Nunca vi ninguém gerar, dentro e fora de campo, o que Messi gera", disse Scaloni.
A braçadeira já tem novo dono: Cristian "Cuti" Romero foi escolhido como primeiro capitão, seguido por Emiliano Martínez e Lautaro Martínez. Ainda assim, Scaloni chega à negociação de renovação depois de uma derrota, não de um título.
O ponto em aberto
A pergunta que fica é se um comandante com quatro taças e um recorde de invencibilidade precisa reconquistar a confiança da federação, ou se é a federação que precisa convencê-lo a ficar sem o principal argumento que usou até aqui: jogar ao lado de Messi.





























