Patrus Ananias (PT), candidato ao governo de Minas Gerais, disse nesta quinta-feira (24) que vai fiscalizar a privatização da Copasa por contrato, não na Justiça. A decisão vem dois dias após o Cade rejeitar, por unanimidade, os embargos do Sindágua contra a operação.
O grupo Equatorial está assumindo o controle da Copasa. A empresa mineira de saneamento foi vendida por R$ 8,4 bilhões, e a assembleia geral que deve formalizar a mudança de controle está marcada para 28 de setembro.
Patrus considera a privatização "praticamente irreversível". Segundo ele, se eleito, vai respeitar os contratos já firmados e cobrar o cumprimento das regras.
Nós vamos respeitar os contratos.
O candidato disse que vai fiscalizar "determinações legais, constitucionais e contratuais" e defendeu o fortalecimento da agência reguladora estadual de saneamento e energia, além da preservação do quadro técnico da Copasa.
Sobre os limites do que pode ser privatizado, Patrus foi direto: "alguns serviços são básicos para a vida das pessoas e não podem visar lucros".
Por que Patrus mudou de estratégia sobre a Copasa?
Patrus mudou porque a via judicial perdeu força. Antes dele, a privatização já havia virado embate na disputa pelo governo de MG, com a oposição na Assembleia Legislativa (ALMG) recorrendo à Justiça contra a venda.
O Sindágua também contestou a operação, mas o Cade rejeitou os embargos do sindicato por unanimidade em 22 de setembro. Antes disso, o TCE-MG já havia cobrado explicações da Copasa sobre o negócio, em outra frente de fiscalização.
Como fica a disputa pelo governo de Minas?
Patrus vem subindo nas pesquisas desde que entrou na disputa. Ele compete com Alexandre Kalil (PDT) pela segunda posição, atrás do líder Cleitinho Azevedo (Republicanos), segundo pesquisas divulgadas em setembro. Flávio Roscoe (PL) também disputa o governo do estado.
O que acontece agora?
Patrus se reúne com o setor empresarial nesta sexta-feira (25).
A assembleia geral que formaliza a mudança de controle da Copasa para a Equatorial está marcada para 28 de setembro, quatro dias depois da fala do candidato.





























