Alison dos Santos venceu a final dos 400 metros com barreiras no Ultimate Championship, neste domingo (13), em Budapeste, na Hungria, com o tempo de 45.98 segundos. O brasileiro superou o americano Rai Benjamin, medalhista de ouro em Paris 2024, e o norueguês Karsten Warholm, campeão em Tóquio 2020.
Benjamin cruzou a linha em 46.40s e ficou com a prata. Warholm, com 46.78s, levou o bronze.
É a primeira edição do Ultimate Championship, torneio bienal da World Athletics criado para os anos sem Mundial nem Olimpíada. A competição reuniu 381 atletas de 65 federações em 28 disputas, entre 11 e 13 de setembro, em Budapeste.
Cada prova reuniu só os atletas mais bem colocados do ranking mundial, entre oito e 16 por disciplina. Dono do recorde mundial da prova, batido em 27 de agosto, com 45.80 segundos, Alison chegou à capital húngara como favorito e confirmou o favoritismo sem sustos.
O brasileiro terminou 2026 invicto na temporada: venceu seis etapas da Diamond League, entre elas a vitória em Bruxelas, no início de setembro, além do Troféu Brasil, em julho.
Corri rápido, tive ótimos resultados e queria terminar a temporada lá no alto. O clima estava ótimo aqui em Budapeste, adorei a energia da torcida, foi incrível. Agora é hora de celebrar!
afirmou Alison dos Santos, em Budapeste, após a prova.
A vitória confirma a supremacia de Alison sobre os dois últimos campeões olímpicos dos 400m com barreiras, batidos na mesma final. Bicampeão olímpico de bronze (Tóquio 2020 e Paris 2024), ele é chamado pela World Athletics de "novo rei da prova".
Warholm foi dono do recorde mundial anterior, com 45.94s, marca cravada nos Jogos de Tóquio 2020, a mesma Olimpíada em que Alison subiu ao pódio de bronze. O norueguês manteve o recorde por cerca de cinco anos, até o brasileiro superá-lo em agosto.
Quanto rendeu o título ao brasileiro
O Ultimate Championship paga US$ 150 mil ao campeão de cada prova, o maior prêmio individual já oferecido no atletismo. A competição soma US$ 10 milhões em premiação, distribuídos entre as 28 disputas de Budapeste.
O 8º colocado de cada prova, para efeito de comparação, recebe US$ 10 mil, uma fração do valor pago a quem termina em primeiro.


























