A Justiça do Rio de Janeiro manteve, nesta sexta-feira (21), a decisão que impede, por enquanto, a liberação do empréstimo de R$ 150 milhões pedido pelo Vasco. A juíza Simone Gastesi Chevrand entendeu que ainda falta um relatório de auditoria antes de autorizar o novo financiamento.
O Vasco havia recorrido contra a decisão, publicada na terça-feira (18), que condicionou a análise do empréstimo à apresentação desse relatório. A juíza manteve a determinação inicial e afirmou que há pontos contábeis a esclarecer antes de qualquer novo endividamento.
Um dos pontos levantados é a diferença entre as projeções financeiras apresentadas antes pelo Vasco e os números usados agora para justificar o empréstimo.
A decisão também liga o financiamento à venda da SAF do clube. Os R$ 150 milhões viriam do mesmo grupo que apresentou proposta para assumir o futebol vascaíno, do empresário Marcos Lamacchia.
Somado a empréstimos anteriores, o valor chega a R$ 270 milhões, o que, segundo a Justiça, pode dificultar a concorrência no processo de venda e precisa ser mais bem esclarecido.
"Não se pode admitir, portanto, que uma venda direta seja disfarçada de UPI", diz a juíza na decisão.
A magistrada também questionou a previsão de cerca de R$ 70 milhões em investimentos em agosto, mais R$ 18,4 milhões em setembro. Segundo a decisão, 84% da dívida emergencial apresentada pelo clube está ligada a investimentos, não a despesas correntes.
A Administração Judicial, o watchdog e o gatekeeper do processo foram intimados a se manifestar sobre os pontos sensíveis em 48 horas.
Com a decisão, o Vasco segue sem acesso aos R$ 150 milhões, que a diretoria considera importantes para reforçar o caixa do clube e cumprir compromissos na janela de transferências.





























