O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, lançou neste sábado (22) o plano de educação de sua campanha e prometeu mudar, já no primeiro dia de uma eventual gestão, o modelo de uso de plataformas digitais nas escolas estaduais. Ele também prometeu novos concursos para professores.

Durante o evento, Haddad criticou a política do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e disse que os professores estão sendo pressionados a usar conteúdos padronizados.

"Você está fazendo uma plataformização contra o professor", afirmou Haddad sobre as ferramentas digitais adotadas pela Secretaria da Educação de São Paulo.

"Esse terror vai acabar. Nós vamos dar as mãos. Eu quero o compromisso de todo mundo de que nós vamos recuperar esse estado", disse o candidato.

Segundo Haddad, a mudança viria já em janeiro, caso ele seja eleito. Ele prometeu ainda novos concursos públicos para professores, com avaliação de didática, estágio probatório e uma carreira com "perspectiva de futuro".

Quem mais falou no lançamento

A candidata ao Senado Marina Silva (Rede), aliada de Haddad, também criticou o modelo atual de uso de tecnologia nas escolas paulistas.

"A tecnologia deve estar a serviço do conhecimento, a serviço dos professores, a serviço dos alunos", disse Marina.

A senadora Simone Tebet (MDB) destacou a passagem de Haddad pelo Ministério da Educação, período em que o governo federal criou o Ideb e o ProUni e mudou o Fies.

"Nós não prometemos. Nós já fizemos", disse Tebet.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que uma eventual gestão Haddad buscaria recuperar a liderança de São Paulo no Ideb, o índice nacional de qualidade da educação.

O que diz a gestão Tarcísio

Em debate promovido pela Band em 9 de agosto, Tarcísio de Freitas apresentou números da própria gestão: a alfabetização na idade certa em São Paulo passou de 40% para 61%, e o ensino profissionalizante cresceu de 12% para 42% dos alunos.

O estado recebeu ainda o "selo ouro" do Ministério da Educação em 2026, segundo o governador.

No mesmo debate, Haddad citou dados próprios: São Paulo caiu da 3ª para a 10ª posição no ranking nacional do ensino médio durante a gestão Tarcísio, e atende 24% dos alunos do ensino médio em tempo integral, ante 81% no Piauí.