O Distrito Federal tinha 1.902 pessoas na fila por transplante de órgãos e córneas até 31 de agosto, segundo a Secretaria de Saúde do DF. A rede pública já havia feito 319 transplantes entre janeiro e maio, conforme o Painel InfoSaúde.
A data é lembrada neste domingo (27), o Dia Nacional da Doação de Órgãos, dentro da campanha Setembro Verde. No mesmo dia, a falta de doadores também trava o transplante em crianças no restante do país.

Quem espera na fila do DF
Dos 1.902 inscritos, 991 aguardam um rim e 830 esperam por uma córnea. Outros 43 pacientes precisam de fígado, e 38 estão na fila do coração.
Um dos beneficiados em anos recentes foi Adalberto Souza da Anunciação. Aos 31 anos, recebeu um novo coração em 5 de fevereiro de 2025, depois de passar por diferentes internações, entre elas 28 dias seguidos no Hospital de Base do DF.
Outros estados também registram avanço na adesão via cadastro online de intenção de doar, caso de Minas Gerais.
O cardiologista Hugo Faria explica que autorizar a doação em meio à própria dor exige informação e tempo da família.
A doação não apaga essa dor e não substitui quem partiu. Mas pode dar a outras famílias a oportunidade de continuar juntas.
Para o médico, conversar sobre o desejo de doar antes da perda evita que a família tenha que decidir sob dúvida, no momento mais difícil. Segundo ele, cabe às equipes de saúde acolher e esclarecer a família passo a passo nessa conversa.
O que acontece agora
A fila de transplantes no DF segue aberta durante todo o ano, e a inscrição não depende da data.
O gargalo, porém, é histórico: pesquisa recente mostrou que a recusa da família barra 45% das doações de órgãos no Brasil, mesmo quando o paciente já havia manifestado a vontade de doar.





























