O Brasil elege dois senadores por estado neste ano, e pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (28/9) mostram a segunda vaga decidida por poucos pontos no Amapá e na Bahia. Nos dois estados, o senador que busca reeleição não folga na frente.

No Amapá, Randolfe (PT) soma 36,7% na disputa pela segunda vaga, contra 36,1% de Lucas Barreto (PSD), segundo o Paraná Pesquisas, contratado por Sedek Serviços, Tecnologia e Informação. A diferença de 0,6 ponto está dentro da margem de erro de 3,2 pontos, registro TSE AP-03035/2026.

Na frente da disputa amapaense está Rayssa Furlan (Podemos), com 54%.

Os principais nomes do Amapá já divergem sobre petróleo e água, temas centrais da campanha no estado.

Como é a disputa na Bahia

Na Bahia, o cenário se repete. Jaques Wagner (PT) tem 20% pela segunda vaga, contra 17% de João Roma (PL), segundo o instituto Real Time/Big Data, contratado pela Record TV.

A diferença de 3 pontos é maior que a margem de erro de 2 pontos, mas ainda estreita. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BA-01.777/2026.

Rui Costa (PT), ex-governador, lidera a primeira vaga baiana com 28%. Atrás de Wagner e Roma vêm Angelo Coronel (Republicanos), com 15%, e os demais candidatos com percentuais menores.

Nenhuma das duas corridas pela segunda vaga está decidida, mesmo com o titular do mandato entre os favoritos.

Por que a segunda vaga fica tão disputada

O Senado renova duas das três cadeiras de cada estado a cada oito anos, e o eleitor escolhe até dois nomes na urna. Isso faz o segundo colocado, muitas vezes, disputar voto com o quarto ou o quinto, não só com o líder.

Como a eleição ao Senado pesa mais neste ciclo, a disputa pela segunda cadeira ganhou atenção que antes não tinha nas pesquisas estaduais.

A composição da nova Casa também importa por outro motivo: o Senado sabatina e aprova as indicações do presidente para o STF, o que eleva o interesse por cadeiras hoje tratadas como secundárias.

O ponto em aberto

Nos dois estados, a segunda vaga ao Senado segue tecnicamente indefinida a menos de uma semana do primeiro turno, em 4 de outubro. Ocupar a cadeira hoje não garante a vaga amanhã, quando a disputa é pelo segundo lugar.