A judoca brasileira Alana Maldonado venceu a cazaque Ayala Mereke por wazari no golden score neste sábado (26) e conquistou seu quarto título mundial na classe J2, até 70 kg, no Mundial Paralímpico de Judô, disputado em Tbilisi, na Geórgia.

Alana já havia sido campeã mundial em Portugal (2018), no Azerbaijão (2022) e no Cazaquistão (2025). Ela também é bicampeã paralímpica, com ouros em Tóquio 2020 e Paris 2024, sempre na categoria até 70 kg.

"Essa conquista não é só minha, é de uma equipe", disse a judoca, segundo nota da Confederação Brasileira de Desportos para Deficientes Visuais (CBDV).

Outros dois brasileiros também subiram ao topo do pódio no mesmo dia. Arthur Silva, da classe J1 (cegos), venceu o britânico Daniel Powell por wazari na categoria até 95 kg e é bicampeão mundial consecutivo, depois do título de 2025.

"É minha primeira medalha de ouro em Mundial, já tinha batido na trave várias vezes", afirmou o judoca potiguar, que também é campeão paralímpico em Paris 2024.

Brenda Freitas, também da classe J1, aplicou um ippon na chinesa Wang Wenjing em menos de um minuto e defendeu o título mundial que havia conquistado em 2025.

"A sensação é muito boa. Treinei bastante e cheguei nervosa, mas consegui executar", disse a atleta.

O resultado consolida o Brasil como uma das seleções mais fortes do judô paralímpico mundial, com ouro entre atletas de diferentes classes de deficiência visual na mesma competição.

O dia também teve prata para Milena Freitas, batida pela chinesa Tian Chunfang por 11 a 0 na categoria acima de 70 kg. "O resultado não é o que eu queria, mas o ouro está bem perto", avaliou.

Marcelo Casanova ficou com a prata até 95 kg na classe J2, superado pelo francês Helios Latchoumanaya por ippon, em sua primeira medalha mundial. Nos bronzes, Rebeca Silva, campeã paralímpica em Paris 2024, venceu a chinesa Yang Ziping por ippon.

"Estamos sendo muito estudadas, mas voltei com o bronze", disse Rebeca Silva. Felipe Amorim também faturou bronze ao derrotar o sul-coreano Choi Gwang Geun.

Com a rodada de sábado, o Brasil chegou a 10 medalhas no Mundial: três ouros, cinco pratas e dois bronzes, somando as três pratas de sexta-feira (25) com Rosicleide Andrade, Maria Núbea dos Santos e Danilo Gerônimo.

No Mundial de 2025, disputado em Astana, no Cazaquistão, a seleção brasileira havia fechado a competição com 13 medalhas ao todo, contando as provas por equipes.

O resultado chega dias depois de o judô olímpico do país somar três bronzes visando uma vaga em Los Angeles 2028, sinal de bom momento para a modalidade nas duas vertentes.

Nas últimas semanas, o Brasil também subiu ao pódio com o ouro de Silvana Fernandes no parataekwondo, na Coreia do Sul, e com o bronze de Leomon Moreno no goalball, na Copa do Mundo da modalidade.

O que acontece agora

O Mundial Paralímpico de Judô termina neste domingo (27), com as disputas por equipes encerrando a competição em Tbilisi. A delegação brasileira reúne 24 atletas na Geórgia, de olho na formação da equipe para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028.