A uma semana do primeiro turno, pesquisas estaduais mostram o presidente Lula (PT) à frente em 11 estados e o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente em 8 estados e no Distrito Federal. Outros sete estados registram empate técnico.

O quadro reúne pesquisas de institutos diferentes: o Datafolha mediu o cenário no DF, em Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo, enquanto a Quaest cobriu todos os estados, exceto o Piauí, além do DF.

Onde Lula é hegemônico?

Lula lidera nos nove estados do Nordeste, região onde tem a vantagem mais folgada da disputa. Em seis deles a diferença passa de 30 pontos percentuais, com destaque para o Piauí (39 pontos), o Maranhão (37) e Pernambuco (36).

No Norte, o petista lidera no Amapá e no Pará, e aparece numericamente à frente em Amazonas e Tocantins, ainda que dentro da margem de erro dessas duas pesquisas.

O quadro se inverte no Sul, onde Flávio domina dois dos três estados. No Paraná, ele tem 40% contra 26% de Lula; em Santa Catarina, 50% a 23%.

Só o Rio Grande do Sul aparece como empate técnico, com vantagem numérica do senador de 35% a 31%, margem de erro de 3 pontos, segundo a Quaest.

Por que o Sudeste e o Centro-Oeste travaram?

O Sudeste e o Centro-Oeste concentram a maior indefinição do mapa. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o Datafolha aponta Flávio com 38% contra 33% de Lula, distância parecida com a de uma pesquisa Quaest anterior (34% a 31%).

Rio de Janeiro e Minas Gerais, que São Paulo já mostrou destoar do resto do país, aparecem como empate técnico: Lula está numericamente à frente em Minas, e Flávio, no Rio. No Distrito Federal, o Datafolha aponta Flávio na frente, com 41% a 34%.

Minas é justamente o estado que simboliza a virada do mapa: em 2022, Lula venceu por lá no primeiro turno, e hoje a disputa está tecnicamente empatada.

O petista chegou a vencer em 14 estados no primeiro turno de 2022, contra 12 e o DF do então adversário Jair Bolsonaro; hoje soma 11, com mais estados em empate técnico do que naquela eleição.

Um levantamento do Poder360 com dez pesquisas nacionais, feitas entre 9 e 23 de setembro, mostra o mesmo quadro apertado. Flávio aparece à frente em cinco delas, Lula em quatro, e um instituto cravou empate exato.

As diferenças vão de 0,3 ponto a 7 pontos, com metodologias, contratantes e margens de erro distintas entre si, mas todas as pesquisas citadas têm registro no TSE, exigência da lei eleitoral para qualquer levantamento divulgado.

O ponto em aberto

O primeiro turno é em 4 de outubro, e são justamente os sete estados empatados que podem decidir o tamanho da vantagem de cada lado no dia da votação.

A pergunta que o mapa atual não responde é quantos desses empates se resolvem antes da urna e quantos seguem indefinidos até o resultado.