O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (24), em sabatina promovida pelo jornal Metrópoles, que o resultado da disputa estadual não terá, necessariamente, impacto direto sobre a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Pode acabar no primeiro turno? Claro, só tem dois candidatos. Teria que estar muito colado para 1% fazer diferença, mas eu, resgatando aqui a eleição de 2010, resgatando a eleição de 2014 e em 2006, também acabaram no primeiro turno e não impediu a reeleição do Lula. Então, não tem isso, não tem esse automatismo.
Haddad foi questionado se a disputa paulista terminar já no primeiro turno poderia enfraquecer o palanque de Lula no maior colégio eleitoral do país. O petista rejeitou a relação automática entre as duas disputas.
A declaração ocorre dois dias após pesquisa Quaest, contratada pela Globo e registrada no TSE sob o protocolo SP-02456/2026, apontar Tarcísio de Freitas com 44% das intenções de voto no primeiro turno, contra 27% de Haddad.
O levantamento ouviu 1.800 eleitores entre 19 e 22 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Segundo Haddad, a configuração da eleição paulista é diferente da disputa presidencial. Na corrida nacional, mais candidaturas competitivas aumentam a chance de segundo turno; em São Paulo, apenas dois nomes disputam a vaga.
"Eu sei que às vezes existe uma ansiedade da extrema direita querer vender essa tese. A eleição aqui em São Paulo só tem dois candidatos", disse Haddad.
A relação entre as duas disputas ganhou espaço na reta final da campanha paulista.
Tarcísio intensificou a presença na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto e passou a defender, de forma mais direta, uma associação entre o voto nas duas candidaturas.
Os dois candidatos paulistas já haviam levado a disputa nacional para o primeiro debate por SP, em agosto.
Nos dias que antecederam a sabatina, Tarcísio já havia faltado a um novo confronto direto com Haddad, pela segunda vez. O afastamento entre os dois virou parte da estratégia da reta final.
No plano nacional, a disputa também mudou de patamar nas últimas semanas: a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro quase desapareceu em dois meses, segundo levantamentos recentes.
O que acontece agora
A eleição em São Paulo, assim como a disputa presidencial, tem primeiro turno marcado para 4 de outubro. Um eventual segundo turno na corrida nacional ocorre no fim do mês, caso nenhum candidato vença já na primeira votação.





























