Pernambuco registrou 48.423 notificações de dengue entre janeiro e 19 de setembro, alta de 35,9% sobre o mesmo período de 2025. O estado confirmou a 4ª morte de 2026: homem de 60 anos, de Olinda, com comorbidades, segundo a Secretaria de Saúde (SES-PE).

Antes dela, a SES-PE havia confirmado a morte de uma mulher de 93 anos, em 3 de setembro. Outras 22 mortes seguem sob investigação para checar relação com arbovirose.

Do total de notificações, 11.631 casos foram confirmados e 696 evoluíram para quadro grave. A chikungunya somou 6.852 notificações e 383 confirmações; a zika teve 1.266 notificações, nenhuma confirmada.

O avanço do mosquito não é exclusividade pernambucana: um surto nos Estados Unidos, na Flórida, acendeu alerta para o Aedes nas Américas em setembro. No Brasil, Cuiabá também soma alta nas notificações neste ano, com 878 casos confirmados.

Apesar da alta nas notificações, o número de mortes confirmadas recuou frente a 2025, segundo Eduardo Bezerra, diretor-geral de Vigilância Ambiental da SES-PE. O órgão atribui a queda à combinação entre a vacinação e o monitoramento constante de focos do mosquito.

O comportamento varia por cidade. Jaboatão dos Guararapes teve alta expressiva nas notificações, enquanto Recife, Olinda e Paulista registraram queda no mesmo comparativo.

Casos prováveis de dengue na Região Metropolitana do Recife — boletim SES-PE de 12/09/2026
MunicípioCasos em 2026Casos em 2025
Jaboatão dos Guararapes2.8361.692
Recife3.0483.186
Paulista9121.170
Olinda7611.387
Caixa com frascos da vacina contra a dengue do Instituto Butantan
Vacinação contra a dengue: Pernambuco aplicou 268.809 doses até setembro de 2026 — Foto: Instituto Butantan/Divulgação Foto: Instituto Butantan/Divulgação

Por que os casos sobem, mas as mortes caem?

As mortes confirmadas por dengue caem 40% em relação a 2025, segundo a SES-PE. O órgão atribui o resultado à vacinação, ao monitoramento constante de focos do mosquito e à resposta mais rápida da rede de saúde aos casos graves.

Como funciona o combate ao mosquito em Pernambuco?

O combate ao Aedes aegypti em Pernambuco soma vigilância entomológica, aplicação de larvicida nos focos identificados e uma campanha de vacinação que já aplicou 268.809 doses no estado até setembro de 2026, segundo a SES-PE.

  • Bloqueios municipais com aplicação de larvicida nos focos identificados;
  • tampas de proteção para caixas d'água em comunidades indígenas e quilombolas;
  • Técnica do Inseto Estéril no território Xukuru do Ororubá;
  • mobilização em escolas e equipes de atenção primária.

Um levantamento em Minas Gerais, em outro momento da campanha nacional, não registrou reações graves à vacina contra a dengue.

O que acontece agora

O próximo boletim epidemiológico da SES-PE deve atualizar o número de mortes em investigação: são 22 óbitos aguardando confirmação de relação com arbovirose. A campanha de vacinação segue em aplicação nas unidades de saúde do estado.