O Botafogo-PB demitiu o técnico Marcelo Fernandes, o auxiliar Marcelo Copertino e o diretor executivo de futebol Fernando Leite horas depois de empatar em 0 a 0 com o Maringá, neste sábado (26), no Almeidão, pela 4ª rodada do quadrangular de acesso da Série C.
O resultado manteve o time paraibano na lanterna do Grupo B, com apenas 1 ponto em 4 jogos da segunda fase e nenhum gol marcado até agora.
Torcedores insatisfeitos com a campanha atiraram objetos em direção ao gramado após o apito final. Uma garrafa atingiu em cheio o atacante Henrique Dourado, do Maringá, quando ele descia para os vestiários.
Dourado reagiu de imediato com gestos obscenos na direção da torcida do Botafogo-PB, enquanto era contido por funcionários do clube. Antes de descer as escadas, ainda fez o gesto de "pequeno" com as mãos para as arquibancadas.
Horas depois, o atacante se pronunciou sobre o episódio. Segundo ele, a reação foi dirigida só ao torcedor que jogou a garrafa, não à torcida como um todo, e não houve gesto obsceno para o restante do público.
Dourado pediu desculpas a quem se sentiu ofendido pela sua reação, mas não recuou da justificativa de que agiu em resposta direta à agressão sofrida.
O que acontece agora
O Botafogo-PB ainda tem chances matemáticas de acesso à Série B, mas depende de vencer os dois jogos que restam e torcer para o Maringá perder os dois compromissos que faltam, além de reverter saldo de gols.
O time paraibano volta a campo no próximo sábado (3/10), às 17h, diante do Floresta, no Presidente Vargas, pela 5ª e penúltima rodada do quadrangular. Já a comissão técnica que assumirá o time até lá não foi definida.
A tensão nos bastidores da Série C não é exclusividade do Botafogo-PB. No mesmo fim de semana, o técnico do Paysandu chamou a atuação do próprio time de incompetente após outra derrota.
Nem todos vivem a mesma crise. O Brusque comemora o melhor início de quadrangular desde 2020.





























