As chuvas de setembro melhoraram as condições para o início do plantio da soja 2026/27 no Centro-Oeste, segundo a EarthDaily, empresa de monitoramento agrícola por satélite. Mato Grosso, porém, ainda exige cautela antes de uma regularização mais consistente das chuvas.
A umidade do solo segue baixa no estado, mesmo com chuvas acima da média em setembro, que não foram suficientes para repor o que se perdeu antes. Em Goiás, a recuperação já é mais significativa, com níveis acima da média dos últimos anos.
Por que Mato Grosso segue sob atenção
O calor é outro ponto de atenção. Segundo a EarthDaily, as temperaturas devem ficar acima da média nas principais regiões produtoras, com desvios mais intensos no Centro-Oeste.
Caso o calor ocorra associado a menores volumes de chuva, o aumento da demanda evaporativa poderá limitar a recuperação da umidade, principalmente em Mato Grosso.
A frase é do analista de culturas da EarthDaily, Felippe Reis. Para ele, a combinação de calor e chuva irregular pode retardar a recuperação da umidade necessária ao estabelecimento das lavouras.
Até 18 de setembro, segundo a Conab, apenas 0,5% da área de soja do país havia sido semeada, abaixo da média dos últimos cinco anos para o período.
O ritmo mais lento do plantio já mexe com o bolso do produtor, com reflexo direto no preço pago pela saca de soja.
Em setembro, o atraso no plantio já havia sido associado a uma alta de 1,56% no preço da saca.
Por estado, Mato Grosso, que projeta plantar 13 milhões de hectares nesta safra, tinha 0,6% da área semeada; Mato Grosso do Sul, 1%; e o Paraná, 2%.
A cautela em Mato Grosso já vinha sendo sinalizada em agosto, quando a seca ameaçou o início do plantio da soja no estado e em Goiás.
O que acontece agora
A Conab estima a safra 2026/27 em recorde de 181,64 milhões de toneladas, 0,7% a mais que o ciclo anterior. Entre 25/9 e 2/10, os modelos europeu e americano divergem sobre a chuva no Centro-Oeste. A melhora mais consistente fica para outubro.





























