O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender, neste domingo (27), a criação de uma inteligência artificial "em português", em entrevista ao Canal Livre, da BandNews TV. É a terceira vez em três semanas que ele repete essa bandeira.
Segundo ele, o desafio de criar essa tecnologia foi feito há dois anos ao Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.
Não quero ficar dependendo da inteligência artificial chinesa, muito menos americana. Vamos construir uma inteligência artificial que fale português.
Em 5 de setembro, em evento em São José do Rio Preto (SP), ele já havia dito que não queria depender da China nem dos EUA no desenvolvimento de IA.
Na quinta-feira (24), em comício de campanha em Maceió (AL), ele voltou ao tema. "Eu quero inteligência artificial em língua portuguesa e não em inglesa ou chinesa", disse na ocasião.
O que está por trás da meta
A meta integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê modelos de linguagem em português treinados com dados nacionais. O programa soma R$ 23 bilhões em investimentos previstos até 2028.
O governo também lançou a Nuvem Brasileira, infraestrutura nacional de dados.
O governo já escolheu Macaíba (RN) para sediar um supercomputador de IA de R$ 959 milhões, dentro de um edital de R$ 1 bilhão lançado em agosto.
Lula também associa a meta ao Redata, lei aprovada pelo Senado em 1º de setembro. Segundo o presidente, ela pode atrair R$ 500 bilhões em investimentos para data centers no Brasil.
O tema já é um dos poucos pontos de acordo entre candidatos rivais. Data centers viraram consenso raro entre os presidenciáveis nesta eleição.





























