O Ministério da Saúde ampliou a assistência especializada a pacientes com doença renal crônica no SUS, dentro do programa Agora Tem Especialistas. Na preparação para hemodiálise em todo o país, por exemplo, o valor pago passa de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.
A mudança cria pacotes de consultas, exames e procedimentos organizados pelo estágio da doença, com valores até 360% mais altos que os anteriores.
Quem tem direito aos novos cuidados?
Têm direito os pacientes com doença renal crônica classificados pelos critérios da Taxa de Filtração Glomerular (TFG) ou por níveis de proteinúria, segundo a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, que definem o estágio da doença e o cuidado necessário.
As chamadas Ofertas de Cuidados Integrados reúnem consultas com especialistas, exames laboratoriais e de imagem, acompanhamento multiprofissional e outros procedimentos, tudo no mesmo pacote. O modelo também atualiza o protocolo de tratamento da anemia renal, incorporando ao SUS a carboximaltose férrica e a derisomaltose férrica.
O que muda para quem espera transplante?
O transplante renal passa a integrar a linha de cuidado. Pacientes em estágio avançado, mesmo sem fazer diálise, devem ser orientados sobre a possibilidade de transplante e ter acesso à avaliação especializada, segundo as regras do Sistema Nacional de Transplantes.
O Brasil já testava soluções regionais parecidas: em Minas Gerais, a rede estadual expandiu serviços de hemodiálise para reduzir o deslocamento de pacientes. A mudança em Minas Gerais foi noticiada meses antes da regra nacional entrar em vigor.
A mudança nacional também se soma a outras metas do programa Agora Tem Especialistas, que já teve prazo de atuação no interior prorrogado até fevereiro de 2027.
Os sinais da doença renal crônica costumam ser silenciosos: cansaço, inchaço e alteração na urina podem ser os primeiros indícios.





























