O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (1º) que acompanha de perto a eleição presidencial brasileira, três dias antes do primeiro turno, neste domingo (4). Ele classificou o pleito como muito importante e evitou citar qualquer candidato brasileiro ou indicar preferência.

Estou acompanhando de perto. É uma eleição muito importante.

Trump fez a declaração a jornalistas na saída da Casa Branca, segundo a CNN Brasil. O republicano chamou o Brasil de "um país muito importante, um grande país" e disse que as pessoas brasileiras são "fantásticas".

A fala vem dias depois de Lula pedir a Trump que não interferisse no pleito. Em entrevista à CNN, em 21 de setembro, o presidente disse que o republicano já havia garantido que os Estados Unidos não pretendem interferir.

Na semana anterior, a porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, negou que influenciar eleições estrangeiras seja parte da estratégia americana. Segundo ela, Washington defende eleições livres e transparentes no Brasil.

Em carta enviada em 25 de setembro ao secretário de Estado Marco Rubio, 31 congressistas democratas dos EUA pediram que Trump não interfira nas eleições brasileiras e reconheça o resultado do pleito. Entre os signatários está o senador Bernie Sanders.

Os parlamentares citam, como pano de fundo, o tarifaço que já derrubou as exportações brasileiras aos EUA e as sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Citam ainda a tentativa, rejeitada pelas autoridades brasileiras, de uma delegação do Departamento de Estado examinar o sistema eleitoral do país.

Trump evitou qualquer palavra que pudesse soar como interferência, mas a pressão econômica e diplomática dos últimos meses já havia colocado em dúvida a neutralidade americana.

A Abin elevou a nível crítico o risco de interferência dos EUA na eleição.

O que acontece agora

O primeiro turno acontece neste domingo (4), e o reconhecimento do resultado pelos EUA é o próximo capítulo da disputa.

Em 30 de setembro, Lula disse não se preocupar com a demora de Trump em reconhecer sua reeleição, dias depois de democratas cobrarem esse compromisso.