O partido Unidade Popular (UP), da ex-candidata à Presidência Samara Martins, declarou apoio a Lula (PT) no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada pela Executiva Nacional da legenda nesta quinta-feira (8), com o lema "vote 13".

Samara ficou em sexto lugar no primeiro turno, com 122.911 votos, equivalente a 0,10% dos votos válidos. Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno em 25 de outubro, depois de somar 45,16% e 47,03% dos votos válidos, respectivamente, na primeira etapa.

Contra o avanço do fascismo e em defesa da democracia, dos direitos do povo e da soberania nacional, no segundo turno convocamos o povo e toda a nossa militância a votar 13.

O trecho é de publicação oficial do partido nas redes sociais. Ao lado de Samara, o presidente nacional do UP, Leonardo Péricles, reforçou o apoio: "Bolsonaro nunca mais. Vamos derrotar o fascismo, vote 13 nesse segundo turno e viva a luta popular", disse Péricles.

O que a UP pede em troca do apoio?

O partido condiciona a militância a um programa próprio, que inclui a nacionalização de riquezas, o fim dos feminicídios, o fim da escala 6x1 e a obrigatoriedade de que políticos usem o SUS.

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A candidata ao governo de São Paulo pelo UP, Vivian Mendes, resumiu a pauta: "A luta continua, continuaremos nas ruas defendendo o fim do feminicídio, fim da escala 6x1, a nacionalização das riquezas, o aumento de 100% do salário mínimo", afirmou.

O pedido pelo fim da escala de trabalho 6x1 já é tema direto da campanha: o próprio Lula desafiou Flávio a votar pelo fim da escala no Senado um dia antes do apoio da UP.

O apoio da UP tem peso eleitoral pequeno, mas soma à estratégia de Lula de reunir o campo à esquerda do PT antes do dia 25. Do outro lado do espectro, o movimento foi oposto.

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União Brasil e PP oficializaram apoio a Flávio Bolsonaro no mesmo período, naquilo que consolida o alinhamento dos dois blocos para a reta final da campanha.

O que acontece agora

Os eleitores voltam às urnas em 25 de outubro para decidir entre um quarto mandato de Lula, aos 81 anos, ou a eleição de Flávio Bolsonaro, que assumiria aos 45 anos.

Se vencer, Flávio toma posse em 5 de janeiro de 2027, na cadeira ocupada pelo pai, Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.