A Vara da Infância e Juventude do Tatuapé, em São Paulo, determinou a suspensão do patrocínio da Fatal Fans, marca do grupo Fatal Model, no uniforme do Corinthians. A decisão diz que a publicidade da plataforma de conteúdo adulto atinge público infantil e infanto-juvenil significativo.

O clube tem 15 dias para retirar a marca de uniformes, instalações esportivas, canais digitais e links relacionados. A plataforma de conteúdo adulto deve implementar mecanismo de verificação de idade.

Procurado, o Corinthians disse que não havia recebido notificação até o momento e por isso não poderia se manifestar sobre o caso. A decisão trata da exposição do patrocínio, não da legalidade do conteúdo adulto.

A ação foi movida pelo Ministério Público de São Paulo, e a decisão partiu do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O processo corre em segredo de justiça.

A marca aparece hoje no calção do time masculino, em contrato que vai até o fim de 2027 e prevê pagamento de R$ 22 milhões ao clube.

A Fatal Model também ofereceu R$ 120 milhões ao Corinthians para assumir o patrocínio máster do time por uma temporada, em proposta separada feita no fim de setembro.

A oferta veio dias depois de o governo proibir as bets no país, movimento que abriu espaço nos uniformes dos clubes. O Flamengo negou negociação semelhante com a mesma empresa.

O mesmo grupo que teve o patrocínio barrado por proteção à infância é hoje o maior pretendente a estampar o escudo do Corinthians, numa oferta ainda maior.

O que acontece agora

O Corinthians tem até 15 dias para retirar a marca de uniformes e canais digitais, conforme a decisão judicial.

A proposta de R$ 120 milhões para o patrocínio máster segue em avaliação pelo clube, sem confirmação de acordo até a publicação desta matéria.