O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu, nesta quarta-feira (30), a criação de uma agência antifacção que integre as forças de segurança do estado com a Polícia Federal e a Receita Federal, citando a Operação Carbono Oculto como referência.

A agência antifacção, que eu pretendo montar com a Polícia Federal e com a Receita Federal, tendo como referência a Operação Carbono Oculto, é o caminho para a gente integrar as forças de segurança do país.

Haddad afirmou, em entrevista durante agenda na zona sul de São Paulo, que é preciso "mudar a segurança pública do estado". O candidato também defendeu um sistema de boletim de ocorrência por WhatsApp com inteligência artificial, para facilitar o registro de queixas pela população.

A Operação Carbono Oculto, citada por Haddad como modelo, apontou R$ 52 bilhões movimentados pelo PCC em três fases de investigação, como mostrou a TV Sim Brasil.

Por que Haddad voltou a citar Milton Leite

Haddad também retomou, ao avaliar o debate de terça-feira (29) com Tarcísio, a crítica pela relação do governador com o ex-vereador Milton Leite, preso em setembro suspeito de comandar parte do sistema de ônibus ligado ao PCC.

"Você estava pedindo voto 15 dias atrás para os filhos do Milton Leite, que está preso, porque controla a prefeitura inteira e, em particular, o sistema de transporte da capital", disse Haddad durante o debate, chamando o ex-vereador de "prefeito sombra" de São Paulo.

Tarcísio rebateu dizendo que a relação de sua campanha com a família Leite "sempre foi institucional" e que eles "não têm nada no governo do estado de São Paulo". Sobre sua gestão de segurança, o governador afirmou: "Impusemos prejuízos ao PCC como nunca antes".

O que acontece agora

A eleição para o governo de São Paulo tem primeiro turno marcado para outubro. Nesta quarta à tarde, Haddad tinha agenda de carreatas pelas regiões de Campo Limpo e Jardim Ângela, na zona sul da capital paulista.