A Universidade de São Paulo (USP) ficou em 2º lugar no ranking QS América Latina e Caribe 2027, divulgado nesta quinta-feira (1º), pelo segundo ano consecutivo. A instituição chilena Pontificia Universidad Católica de Chile lidera a lista, com nota máxima.
O estudo avaliou 517 instituições de ensino superior em 27 países da América Latina e do Caribe. A USP somou 97,8 pontos, atrás apenas da universidade chilena.
O Brasil colocou 4 das 10 melhores posições do ranking. No total, 137 universidades brasileiras foram avaliadas pela consultoria britânica QS.
A Unicamp, 3ª colocada, segue produzindo pesquisa que circula fora do meio acadêmico — uma tese recente da universidade ligou falta de reconhecimento no trabalho a adoecimento.
O ranking usa oito indicadores, como reputação acadêmica, reputação junto a empregadores e rede internacional de pesquisa. A USP teve nota máxima em cinco deles.
O ponto mais fraco da USP foi a proporção entre alunos e professores, indicador que mede quantos docentes a universidade tem para atender seu corpo de estudantes.
Em junho, outro levantamento havia colocado a USP como a principal da América Latina, em 1º lugar. A diferença está na metodologia: cada ranking pesa de um jeito critérios como pesquisa, reputação e corpo docente.
Nem toda universidade brasileira melhora: a UFMG caiu para a 7ª posição entre as melhores do Brasil neste ano, segundo outro levantamento.
A mesma universidade pode liderar um ranking e ficar em segundo em outro: o que muda não é a USP, é o que cada metodologia decide medir e como pesa cada critério.
O ponto em aberto
A proporção entre alunos e professores segue como o ponto mais fraco da USP nos rankings internacionais. Sem dado público sobre um plano de contratação docente, não é possível dizer se a posição muda no próximo ano.






























