O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (20), em entrevista à rádio CBN, que "precisamos voltar a discutir o que tem de privilégio, em termos de aposentadorias". Durigan, que também atua como porta-voz econômico da campanha à reeleição de Lula (PT), criticou ainda como "balela" a proposta do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de criar um conselho entre os Poderes para tratar da responsabilidade fiscal.
O que Durigan propõe discutir
Durigan defendeu revisar privilégios em aposentadorias e disse que o Executivo também discute com o Judiciário o salário dos magistrados.
A meta, segundo ele, é recuperar um resultado positivo já em 2027, cortando gasto e aumentando a base de receita "no que for justo".
Durigan afirmou que o governo já aprovou mais de 80 projetos que reduziram o déficit estrutural "para perto de zero". Ele negou desvinculação do salário mínimo e controle de capitais, e disse que a valorização real das aposentadorias será mantida.
"Controlar os gastos obrigatórios é mostrar ao mercado que essa despesa não vai crescer sem controle", afirmou. Para ele, "existem despesas de outros Poderes que precisam ser debatidas, como do Congresso e do Judiciário".
O ministro disse ainda que "é possível reverter a trajetória da dívida pública com diminuição de juros".
A crítica a Flávio Bolsonaro
Na mesma entrevista, Durigan — que acumula a função de porta-voz econômico da campanha de Lula — criticou a proposta do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de criar um "conselho superior" entre os Poderes para tratar da responsabilidade fiscal.
"Isso é balela, não é crível", disse Durigan. "Vai ser a solução a família Bolsonaro discutindo com o Supremo e chegando a um acordo de responsabilidade fiscal?"
"Como ele pode propor isso se a gente vê ataque aos outros Poderes e desrespeito institucional todo dia?", completou. A avaliação é do ministro e integra o embate entre as duas campanhas — não é conclusão desta reportagem.
A campanha de Flávio Bolsonaro e o PL não haviam se manifestado sobre as declarações de Durigan até a publicação deste texto. O espaço permanece aberto e a matéria será atualizada caso haja resposta.
O conselho fiscal não consta do programa oficial da campanha do PL. A coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, defende que a solução para as contas públicas passa por harmonia entre os Poderes.
Nesta quinta, em ato de campanha em São Paulo, Flávio Bolsonaro também foi cobrado sobre o financiamento de R$ 134 milhões para o filme sobre o pai, negociado com o banqueiro do Banco Master, segundo reportagem publicada por este portal.





























