A direção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Pará divulgou nota nesta quarta-feira (30) endossando as candidaturas de Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União Brasil) ao Senado, e deixou de fora Celso Sabino (PDT), horas depois de Lula pedir cautela aos três aliados.
O pedido veio em comício na terça-feira (29), em Belém.
No evento, Lula lembrou que o Pará tem apenas duas vagas ao Senado em disputa, mas três candidatos ligados à base de apoio ao governo.
Nós só temos duas vagas pro Senado. E nós temos 3 candidatos. Você sabe que eu quero que você [Celso Sabino] seja candidato ao Senado. O Chicão, por todo o direito, também quer ser candidato ao Senado. O Chicão tem o apoio do companheiro Helder, e você tem o meu apoio. Mas a gente não está brincando. Isso aqui não é brincadeira.
Horas depois, foi Helder Barbalho, ex-governador do Pará, quem fechou a questão ao lado de Chicão, sem mencionar Sabino: "Quem pode vencer essa eleição para o Senado, para não deixar fascista ir para o Senado? É Helder 151 e Chicão, 444", disse.
A nota do PT-PA confirmou essa posição no dia seguinte. O texto pede votos para "Helder 15 e Chicão 444 para o Senado", dentro da chapa que inclui Lula e Alckmin para a reeleição e Hana Ghassan e Dirceu para o governo estadual.
O que explica o racha entre os aliados?
O desgaste de Sabino não vem só do PT. O presidente estadual do próprio partido dele, o PDT, chegou a ameaçar expulsá-lo da legenda.
Giovane Queiroz, presidente do PDT no Pará, acusa Sabino de não apoiar os candidatos do partido a deputado estadual e federal, e de concentrar esforços na campanha da própria esposa, candidata por outra sigla.
Isso o deixa isolado nos dois flancos: cobrado pelo partido que o abriga e preterido pelos aliados do governo que buscava.
O episódio acontece enquanto o Dr. Daniel abre vantagem sobre Hana Ghassan na disputa pelo governo do Pará, cenário que pressiona o PT a fechar fileiras também no Senado para não perder força na eleição estadual.
O que acontece agora
O primeiro turno das eleições de 2026 é neste domingo (4), e os candidatos ao Senado são eleitos por maioria simples, sempre na primeira votação, sem segundo turno.
Não há mais prazo para troca de candidatura. A disputa pelas duas vagas paraenses segue, portanto, entre os nomes já registrados, com Helder e Chicão agora reunindo o apoio público de Lula e do PT estadual, e Sabino tentando se sustentar com força própria.
A eleição presidencial também passa pelo Pará: Lula fez o comício de terça em Belém durante a reta final da campanha, na qual o presidente abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro no estado, na contramão do resultado nacional.






























