O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá nesta terça-feira (9/6) com representantes do setor sucroalcooleiro para discutir medidas a fim de amenizar o aumento dos preços dos combustíveis. Uma das principais propostas em pauta é o aumento da mistura de etanol na gasolina, passando de 30% para 32%, como resposta à recente alta dos preços do petróleo devido a conflitos no Oriente Médio.

Impactos da mudança na composição

O governo brasileiro está avaliando essa alteração na composição da gasolina como uma estratégia para mitigar os efeitos da escalada nos preços globais do petróleo, especialmente em decorrência da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo informações do Ministério de Minas e Energia, essa mudança poderá resultar na redução da importação de gasolina em até 454 milhões de litros no período de 180 dias.

Benefícios ambientais e econômicos

Além de diminuir a dependência de importações, a alteração na mistura de gasolina pode contribuir para a redução das emissões de carbono em aproximadamente 552 mil toneladas de CO2, de acordo com estimativas do ministério. Essa medida é vista como uma oportunidade para promover a sustentabilidade ao mesmo tempo em que busca mitigar os impactos econômicos da alta dos combustíveis.

Testes e regulamentações anteriores

O Ministério de Minas e Energia ressalta que já foram realizados testes com misturas de E30 e E32 em 2025, com o suporte do Instituto Mauá de Tecnologia. Esses testes foram conduzidos em diferentes tipos de veículos, incluindo automóveis e motocicletas, que operam com gasolina e etanol.

Preços e práticas abusivas

Além de discutir o aumento da composição de etanol, o presidente Lula também pretende abordar com os usineiros a questão dos preços que chegam aos postos. Informações de auxiliares do presidente indicam que o governo tem identificado práticas abusivas no setor, que podem estar elevando os preços finais aos consumidores.

Objetivos da reunião

O principal objetivo da reunião é entender melhor onde ocorrem os aumentos de preços na cadeia produtiva e de distribuição de combustíveis, para que ações efetivas possam ser tomadas. Essa abordagem integrada visa não apenas ajustar a composição da gasolina, mas também garantir que os benefícios cheguem ao consumidor final.