O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se pronunciou nesta quinta-feira (16) sobre as novas tarifas de 25% que os Estados Unidos impuseram a produtos brasileiros, afirmando que a medida não possui justificativa comercial e se baseia em razões políticas.

Interferência Política

Durante uma coletiva no Palácio Itamaraty, Vieira declarou que o aumento das tarifas representa uma tentativa de interferência dos EUA no Judiciário brasileiro. O chanceler ressaltou que as investigações que resultaram na tarifa são unilaterais e não têm fundamento válido.

Diálogo com os EUA

O ministro informou que o governo Lula manteve mais de 30 reuniões com autoridades americanas, incluindo 11 contatos diretos com o secretário de Estado Marco Rubio e o representante de Comércio, Jamieson Greer, com o intuito de esclarecer a situação e buscar uma solução pacífica.

Críticas às Medidas

Vieira classificou as novas tarifas como “inaceitáveis” e criticou as declarações de autoridades dos EUA que atacam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele enfatizou que desde o início do seu mandato, o presidente Lula tem buscado o diálogo e a negociação com o governo dos Estados Unidos.

Nova Tarifa em Vigor

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) confirmou a proposta de tarifação, que entrará em vigor no dia 22 de julho. A nova tarifa de 25% será aplicada a uma série de produtos brasileiros, mas com uma lista de exceções que inclui itens relevantes para as exportações do Brasil.

Investigação da Seção 301

A decisão de implementar a tarifa é fruto de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA investigar práticas comerciais que consideram prejudiciais a seus interesses. Mauro Vieira reafirmou a posição do Brasil em continuar buscando um entendimento com os EUA, apesar das dificuldades atuais.