O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou apoio ao uso da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta à nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em uma nota divulgada nesta quinta-feira (16/7), ele criticou a medida, afirmando que não há justificativa técnica que a legitime.

Defesa dos Interesses Nacionais

Motta ressaltou que a legislação permite ao Brasil adotar medidas equivalentes contra países que impõem barreiras comerciais unilaterais. Ele enfatizou a importância do diálogo respeitoso entre as nações, mas condenou o uso de tarifas como instrumento de pressão política.

“Contamos com a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como um instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais”, afirmou o presidente da Câmara. Além disso, ele destacou que a Câmara acompanhará os desdobramentos da nova tarifa com responsabilidade.

Tarifa dos EUA e Seus Efeitos

A nova tarifa, que entra em vigor na próxima terça-feira (22/7), foi anunciada após uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A apuração concluiu que o Brasil pratica ações consideradas desleais e que prejudicam empresas e exportadores americanos.

O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já havia sinalizado sua intenção de utilizar os mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade. Em suas redes sociais, Lula reforçou que o governo não hesitará em proteger a soberania nacional.

Compromisso com a Soberania

“Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências”, afirmou Lula, em uma publicação que acompanhava uma imagem dele sobre a bandeira brasileira. A declaração foi uma resposta direta à imposição da nova tarifa pelos EUA.

A expectativa agora é que o Brasil atue de forma firme na defesa de seus interesses, buscando mitigar os impactos da tarifa e proteger seu setor produtivo e os empregos dos cidadãos brasileiros.