A defesa de Paola Stéfany Neto Cirino, de 30 anos, solicitou que seja avaliada a sua condição de sanidade mental. Ela é investigada por supostamente ter cometido um latrocínio que resultou na morte do casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos.
Solicitação de perícia
O pedido foi protocolado junto à Polícia Civil logo após a reconstituição do crime, realizada no apartamento onde as vítimas foram encontradas mortas, localizado no Bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O advogado de Paola, Bruno Correa, afirmou que a suspeita apresenta sintomas de confusão mental e esquecimento.
Histórico de saúde mental
Correa ressaltou que a diarista possui um histórico de problemas de saúde mental, tendo passado por instituições como o Hospital Espírita André Luiz e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em Ribeirão das Neves. Ele acredita que esses fatores indicam uma fragilidade em sua condição psicológica.
Reconstituição do crime
Durante a reconstituição, o advogado observou que Paola teve dificuldades em reproduzir os eventos que ocorreram. Em vários momentos, a reprodução precisou ser interrompida para que a suspeita pudesse se recuperar e tentar lembrar dos detalhes. Segundo Correa, isso evidenciou confusões em sua narrativa.
Aguardo de decisão policial
A petição foi apresentada com base no artigo 149, parágrafo 1º, do Código de Processo Penal, que requer a realização de uma perícia psiquiátrica. O delegado responsável pelo caso agora deverá decidir sobre a solicitação apresentada pela defesa.
Coletiva de imprensa agendada
Até o momento, as autoridades policiais que participaram da reconstituição não se pronunciaram sobre o caso. Uma coletiva de imprensa está prevista para a próxima semana, onde mais detalhes poderão ser divulgados.




