O candidato ao Senado por Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) colocou a defesa do fim da escala 6x1 como bandeira central da campanha na reta final, alinhando-se à agenda do presidente Lula. Ele promete trabalhar pela aprovação da PEC se eleito senador.
A escolha chama atenção porque Aécio é um dos nomes históricos do PSDB, partido de oposição ao PT, e agora adota a mesma bandeira do governo Lula na reta final da campanha.
A PEC tem 71% de apoio em levantamento nacional, e foi aprovada na Câmara dos Deputados por 461 votos a 19. O presidente Lula já disse que a mudança será aprovada ainda este ano.
Para a dívida de Minas com a União, Aécio propõe o Propag 2, que estenderia o prazo de pagamento de 30 para 50 anos e reduziria de 13% para 8% o comprometimento da receita estadual, liberando recursos para investimento.
O tema também mobiliza outros nomes da disputa. Carlos Viana (PSD), rival de Aécio ao Senado, defende renegociação parecida.
No governo, Patrus Ananias (PT) também promete renegociar a dívida de R$ 200 bilhões de Minas por caminho próprio.
Para Juiz de Fora e a Zona da Mata, Aécio defende maximizar a operação da fábrica da Mercedes-Benz e transformar o Aeroporto Itamar Franco em polo logístico para atrair indústria e serviços.
Ele também propõe acabar com o mandato vitalício de ministros do STF, substituindo-o por mandato de 12 anos e idade mínima de 50 anos para a nomeação.
O retorno de um nome histórico
Aécio Neves foi governador de Minas Gerais por dois mandatos, entre 2003 e 2010, eleito com 58% dos votos em 2003 e 77% em 2006. Depois foi senador entre 2011 e 2019 e hoje preside o PSDB.
Ele enquadra a candidatura como resgate do protagonismo político de Minas no cenário federal, em meio à crise fiscal do estado.
O que acontece agora
A eleição para o Senado por Minas Gerais acontece neste domingo (4), junto com a disputa para presidente, governador, Câmara e Assembleia Legislativa. São duas vagas em disputa no estado.























































