A pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3), véspera do 1º turno, mostra o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) com 52% dos votos válidos na disputa pelo governo do Maranhão. Orleans Brandão (MDB) aparece em 2º, com 35%, 17 pontos atrás.

Em votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, o quadro é mais apertado. Braide tem 43% e Brandão, 29%.

O gráfico mostra onde está o resto do eleitorado. Parte ainda indecisa, parte com os candidatos menores, numa fatia pequena demais para mudar o resultado sozinha.

Por que o 1º turno pode decidir a eleição

Para vencer sem 2º turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto, conforme a regra do TSE. Com 52%, Braide está dois pontos acima desse piso, segundo o levantamento.

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O fenômeno não seria isolado. Segundo o Senado Federal, 15 dos 27 governadores foram eleitos já no 1º turno em 2022, mais da metade dos estados brasileiros. No Maranhão, uma Quaest de agosto já mostrava Braide na frente, com 44% contra 25% de Brandão.

Neste ciclo, o mesmo cenário aparece em outro estado. Uma pesquisa recente dá a Tarcísio de Freitas 55% em São Paulo, patamar que também evitaria o 2º turno.

Braide já testou essa força nas urnas. Foi reeleito prefeito de São Luís em 2024 com 70,12% dos votos no 1º turno, antes de renunciar ao cargo em março para concorrer ao governo.

Orleans Brandão também chega embalado por estrutura política. O candidato do MDB é sobrinho do atual governador, Carlos Brandão, e tem o apoio de uma coligação de 6 partidos, batizada "Avanço Por Todo Maranhão".

O senador Weverton Rocha (PDT) também apoia a candidatura.

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Nas simulações de 2º turno, a Quaest mediu Braide com 54% contra 33% de Brandão, caso a disputa chegasse lá.

A vantagem de Braide cresceu mês a mês. Em 25 de setembro, a distância em votos totais era de 46% a 27%. Agora, no corte de votos válidos, a vantagem é de 52% a 35%.

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O que acontece agora

A votação deste domingo (4) começa às 8h e termina às 17h, no horário de Brasília. Se ninguém atingir 50% dos votos válidos mais um, os dois primeiros colocados disputam o 2º turno. A data marcada é 25 de outubro.

O ponto em aberto

Com 14% de indecisos na véspera, ante 9% uma semana antes, a corrida é numericamente favorável a Braide, mas não está travada.

A pesquisa espontânea, em que o eleitor responde sem ver a lista de candidatos, dá a ele 33%, abaixo do corte de votos válidos. Fica a pergunta: quanto da vantagem resiste quando não há lista diante dos olhos do eleitor na cabine?