Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL) e Anthony Garotinho (Republicanos) abriram a campanha para o governo do Rio de Janeiro neste domingo (16), em agendas separadas pela capital, pela Baixada Fluminense e pelo interior fluminense. É a terceira vez que Paes disputa o cargo estadual, depois de terminar em quinto lugar em 2006 e perder o 2º turno de 2018.
Paes começou o dia às 6h30 numa missa de Ação de Graças na Basílica de Nossa Senhora da Penha, na Zona Norte do Rio, e subiu a escadaria da igreja com apoiadores, tradição herdada do ex-prefeito Cesar Maia.
Às 9h, seguiu para o Monte Sinai, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ao lado do candidato ao Senado Pedro Paulo (PSD) e de aliados da coligação "Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir". No lançamento, prometeu enfrentar segurança pública, saúde, educação e transporte.
Douglas Ruas, do PL, tem 37 anos e é filho do prefeito de São Gonçalo, o capitão Nelson (PL). É a primeira vez que disputa um cargo majoritário, com Fernanda Louback (PL) na vice.
Ele abriu a campanha em Copacabana, ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), que lançou ali sua candidatura à Presidência. Também estavam os candidatos ao Senado Carlos Jordy e Carlos Portinho.
Anthony Garotinho, do Republicanos, é ex-governador do Rio e fez um adesivaço em Campos dos Goytacazes, sua base política, ao lado de Wladimir Garotinho. Na segunda-feira (17), segue para São Fidélis antes de voltar a Campos para o lançamento oficial da candidatura.
A terceira tentativa de um prefeito eleito quatro vezes
Paes já foi eleito prefeito do Rio quatro vezes, mas nunca chegou ao governo estadual. Em 2006, terminou a disputa em quinto lugar.
Em 2018, chegou ao 2º turno, mas perdeu para Wilson Witzel (PSC). Voltou à disputa municipal em 2020 e derrotou Marcelo Crivella com 64,07% dos votos válidos, retomando a prefeitura.
Agora tenta pela terceira vez o posto que nunca conquistou, com a advogada Jane Reis (MDB) na vice.
Uma disputa sem nenhum titular na urna
Nove candidatos concorrem ao governo do Rio em 2026. Nenhum deles é o atual ocupante do cargo.
O governador Cláudio Castro não disputa a reeleição porque o TSE o declarou inelegível até 2030, por 5 votos a 2, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Segundo o acórdão do TSE, a decisão se apoia na contratação de 27 mil funcionários temporários na Ceperj e na Uerj que, para a corte, teriam atuado como cabos eleitorais da campanha de Castro. O tribunal rejeitou os recursos apresentados pela defesa. Trata-se de decisão de natureza eleitoral, que não equivale a condenação criminal: Castro não foi julgado nem condenado na esfera penal por esses fatos, e das decisões do TSE ainda cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional (art. 121, § 3º, da Constituição). A reportagem não obteve manifestação da defesa de Cláudio Castro até a publicação desta matéria.
Hoje, o estado é administrado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, já que os demais sucessores constitucionais também deixaram os cargos que ocupavam.


























