A OpenAI lançou nesta terça-feira (29) o Dots, agente de inteligência artificial que fica ativo o tempo todo e executa tarefas sozinho, como pesquisar, redigir documentos e programar. O lançamento acirra a disputa com o Muse, novo agente de IA da Meta.

O CEO Sam Altman apresentou a ferramenta no evento anual para desenvolvedores da empresa. Segundo ele, os próprios engenheiros da OpenAI já usam o Dots para corrigir dezenas de falhas de software por dia.

"É como um ajudante de IA que está sempre ao seu lado", disse Altman. Segundo ele, os usuários poderão definir permissões sobre quais dados e aplicativos o agente pode acessar.

Os usuários acionam o Dots por mensagens no ChatGPT, no Slack ou no Microsoft Teams; no futuro, também por SMS. A empresa já testa versões corporativas, voltadas a marketing por e-mail, contabilidade e análise jurídica.

Por que a disputa com a Meta esquenta agora

O Muse, agente de IA da Meta, executa tarefas diretamente na internet, como cancelar assinaturas e contratar serviços. As ações da empresa dispararam 12% depois do lançamento da ferramenta, que veio dias após a Meta lançar um gadget de IA voltado a jovens.

"A ideia do Muse é ser um agente dos agentes, a desintermediação de todas as ações e seu relacionamento com a internet", disse Marília Fontes, apresentadora do Resenha do Dinheiro.

A corrida por agentes autônomos já tem vítima: a Amazon restringiu o acesso do Muse à própria plataforma, limitando o avanço do concorrente, segundo Bernardo Pascowitch, CEO do Yubb.

O lançamento do Dots veio junto com uma atualização do modelo Sol, dias depois de a empresa cancelar o GPT-6.1 Astra por risco de segurança.

A confiança em agentes de IA também enfrenta desconfiança recente: a própria OpenAI reconheceu que agentes vazaram 53 mil fotos de usuários após acessar o site da ONU milhares de vezes.

A OpenAI também mexeu nos preços: criou um plano premium de US$ 500 por mês, com mais uso e velocidade, e reduziu benefícios do plano de US$ 200.